Escolas de soldadinhos, mas não de indivíduos <te. #03>

As escolas militares estão em evidência recentemente pelos excelentes resultados alcançados pelos seu corpo discente em vestibulares, no entanto, esse sistema não é perfeito, há falhas embora apresente seus resultados, rigor e disciplina militar não são as chaves fundamentais na construção educativa de um adolescente.

O sistema educativo vai muito além dos resultados acadêmicos, a educação básica exerce também um papel na construção de um ambiente onde os estudantes possam formar seus valores, índole e são exposto a indivíduos e perspectivas diferentes forçando assim ao diálogo e colaboração; é aí onde as escolas militares falham.

A educação militar cria um “fordismo educacional”, estudantes padronizados, reduz a diversidade de concepções, a criatividade dos alunos e as diferenças individuais não são estimuladas, ao contrário, são enquadradas por esse sistema. Uma distorção social, onde os educandos são ensinados a seguir o sistema hierárquico a rigor ao invés de colaborarem entre si.

As escolas militares devem ser flexíveis com as diferenças do seu corpo discente, visto que não estão apenas formando soldados modelos, mas bem como cidadãos aptos a entender e interagir de forma eficaz na sociedade. Para esse fim mesmo que não se abra mão da disciplina, currículo dinâmico, incentivo as diferenças, diálogos e um ensino que seja mais colaborativo e menos hierárquico é indispensável, porque no fim não são apenas resultados que importam, mas sim a aprendizagem.

Sobre o texto:

Olá, muito obrigado por ceder sua atenção ao ler esse texto, significa muito pra mim, mesmo!

Se você caiu aqui de paraquedas eu explico: Esse texto faz parte de uma série de textos curtos chamada Treinamento(te.). Nela eu apresento textos argumentativos sobre os mais variados temas; os textos são feito numa tacada só para treinar a escrita, por isso podem carecer de um refinamento ou melhor desenvolvimento e construção.

Sinta-se livre para comentar e criticar da maneira que quiser, terei o prazer de ler.

Te vejo na próxima!

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