Conselhos para mães exaustas

- Respire.
Tem um desenho que meus filhos assistem que ensina a como retomar a calma. A mãe do tigrezinho canta: “Se estiver zangado e quiser gritar, respire bem fundo e comece a contar 1, 2, 3, 4, 5.”
Ela canta para o filho quando ele fica nervoso, e canta para si mesma quando perde a tranquilidade.
Puxe o ar bem lentamente e encha o peito, segure por 3 segundos e sopre pela boca, devagar. Parece simples, mas ajuda muito. É uma pausa. Desacelera.
Então respire. Seu filho derrubou suco no chão limpo, sua filha pegou seu creme novo e espalhou nos brinquedos, eles estão fazendo cena no mercado… Inspire e expire.
O problema não vai sumir, mas você vai agir com mais calma. Vai ser menos estressante pra você e para a criança.
- Converse com alguém.
Uma amiga, prima, vizinha, conhecida. Alguém que não julga e não tenta solucionar todos os problemas com ‘dicas infalíveis’. Converse com alguém que te escute com empatia e respeito. Desabafar com quem se importa de verdade é dividir a dor em dois. Alivia o peso, dilui as ansiedades.
Dispense quem te coloca pra baixo, procure quem te ajuda a se sentir melhor.
- Aceite ajuda.
Eu sei que é difícil aceitar interferências externas. Deixar alguém entrar na sua casa, fazer as coisas diferentes do que você faz. Mas todas as pessoas precisam de ajuda em algum momento. Alguém que faça comida enquanto você descansa, que cuide das crianças por algumas horas enquanto você toma um banho mais demorado ou que dê uma mãozinha com a rotina da casa.
Não é errado aceitar ajuda. Você não está sendo folgada. Ninguém oferece ajuda se realmente não tem intenção e vontade de ajudar. Então aceite. Aproveite. E agradeça!
- Tire um dia de folga.
Permita-se um dia inteiro sem filhos. Vá ao parque ler um livro sentada ao sol, vá ao cinema, dê um passeio com uma amiga ou simplesmente fique deitada na sua cama, olhando o teto e sem crianças em casa.
Você não é uma extensão dos seus filhos. Eles não são uma extensão sua. Você merece (e precisa) ter um tempo só seu.
Chame o pai da criança, os avós ou a dinda. Diga que precisa de um dia livre e deixe que eles cuidem dos seus filhos por um tempo. Eles podem dar conta por um dia daquilo que você vem fazendo há semanas.
- Fuja das mãezinhas perfeitas.
Grupos maternos nas redes sociais e consultórios pediátricos estão lotados de ‘mães maravilha’. Mães com suas babás, com cabelo e unhas sempre arrumadas, com seus bebês de sono regrado, com suas fórmulas de livros que funcionam perfeitamente.
Não acredite em tudo que ouve / lê. Se torturar com relatos de maternidade perfeita só vai te colocar pra baixo. Nenhum desses relatos vai trazer uma solução para as suas dúvidas.
- Não tente ser super.
Você é humana. Você não precisa ser a mãe perfeita, a super-mãe.
Você é humana e assim sendo tem limitações. Não se cobre. Você pode chorar, pode xingar, pode falar palavrão, pode errar, pode querer gritar, pode querer fugir. Você não é menos mãe por não atingir aquele modelo de perfeição que a sociedade te cobra.
Lembre-se:
Não se cobre.
Tenha uma rede de apoio.
Respire.