Paternidade afetiva e efetiva

Eu nunca escrevi para homens, eu nunca pensei em fazer isso porque não acreditava que homens tivessem interesse em ler sobre as coisas que tenho a dizer.

Mas hoje eu quis muito dar um voto de confiança. Quis acreditar que em algum lar, um pai esteja interessado sobre maternidade e sobre crianças. Que podem haver homens genuinamente dispostos a exercer um papel de companheiros em sua família e assim partilhar os momentos bons, os momentos difíceis, os momentos únicos que envolvem a criação de filhos.

Papais: Não são só vocês que se assustam com aquele ser pequenininho e indefeso que agora é responsabilidade do casal. Mães de primeira viagem também tem dúvidas e receios. Não existe instinto materno. Mulheres não nascem prontas pra serem mães. Cuidar de uma criança não é algo empírico. Depende de prática, depende de informações e depende MUITO de apoio.

Nós somos cobradas socialmente, somos cobradas pela família e pelos amigos. Cobramos a nós mesmas (e creio que essa seja a cobrança mais rigorosa que sofremos).

Sejam companheiros, sejam compreensivos. Dividam as tarefas. Com exceção da amamentação, todos os demais cuidados com os filhos podem ser feitos tanto pelo pai, quanto pela mãe.

A gente passa quase 40 semanas (ás vezes mais, às vezes menos) carregando esse serzinho que é pedaço pai, pedaço mãe. A gente passa por parto ou por cirurgia para que o bebê venha ao mundo, estamos sujeitas a Violência obstétrica e uma série de sobrecargas. O que passamos nesse período jamais será equilibrado com ajudinhas ocasionais.

Não nos desamparem. Não nos machuquem com seu descaso. Não puna o bebê, não ignore as necessidades da sua prole.

Paternidade é feita de vários novos hábitos que você precisa cultivar. Ser pai não é só ser engraçado, brincalhão, trocar uma fralda por dia, colocar comida na mesa.

Interesse-se verdadeiramente em compartilhar tarefas. Olhe ao redor, esteja atento às demandas familiares. A casa precisa ser cuidada. A comida precisa ser feita. A mamãe precisa de um banho longo. O bebê precisa de afago. Há fraldas pra trocar, roupas para lavar. Olhe menos pra si, olhe para fora. Aprenda a abrir mão. Converse. Escute.

E se houver dúvidas, pense em si como criança. Pense sobre a criação que você queria ter tido, pense sobre as pessoas que você quer ao seu lado. Você é o pai que uma criança precisa? Você é alguém com que se pode contar? Seja o melhor que puder.

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