Acho que consegui.

(agradecimentos (TCC).

Decidi escrever os agradecimentos numa madrugada já da reta final, quando me parece que o tempo passou e eu pouco fiz e no momento nada rende. De uma hora para outra, começo a pensar quem eu agradeceria por esses longos anos de caminhada, por esses anos de dúvidas, de incompreensão, de muita luta para poder chegar aqui. Nunca é fácil para ninguém, mas eu penso que pelo menos na minha mente, na minha consciência tudo podia ter sido um pouco mais calmo, um pouco menos doloroso.

Na jornada faltou grana, faltou “Fies”, teve grande dívida, teve venda de coisas materiais, teve mudança, teve desistência, teve choro, depressão, mas também teve força de vontade, o que acalantou meu coração foi sempre conseguir “segurar a onda”, dentro da verdade e da honestidade, quando não dava certo o negócio era assumir o erro, e jamais pôr a culpa na vida. Esteve sempre em minhas mãos conseguir chegar ao fim ou continuar ali, sem pressa tentando.

Entrar na faculdade foi um ato de curiosidade, e me parece que nada tem graça quando a perdemos. Acreditei nas possibilidades de me tornar uma pessoa mais crítica, aprender mais sobre o mundo, e felizmente me conhecer tão bem a ponto de saber o que não quero jamais fazer, e descobrir o que realmente amo ser, e o que considero um trabalho remunerado hoje em diante.

Nesses anos que ultrapassaram o tempo “normal”, fiquei sempre pensando nas inúmeras pessoas que eu agradeceria, quais quem sabe, nem imaginam o quanto foi suado poder hoje estar a escrever aqui. Todo medo nos remete a pensamentos de fato mais negativos do que positivos. Nesse caso, lembro de uma citação de Nietsche, onde ele diz: “morra no momento certo”, mas longe de ser assustador, ele complementa: “só se viver no momento certo, será possível morrer no momento certo”, com isso penso: Será que consumimos toda nossa vida na faculdade? Até onde nosso conhecimento é testado diariamente, até onde nosso profissionalismo está ligado a páginas e páginas de uma literatura que muitas vezes nunca vimos. Desculpe o longo pensar, mas foi aqui que aprendi a desenvolvê-lo e não me parece ter lugar melhor para o expor, do que meu último teste de intelectualidade da graduação. Se o momento é ruim, não importa, escreva. Se você precisa trabalhar horas e horas, não importa, escreva. Se as pessoas não compreendem que você precisar parar e escrever, não importa, é hora de trabalhar. Se eu mesma não entendo o porquê de tudo ser tão injusto nesse mundo, como posso te fazer entender o que eu quero dizer aqui. Embora o sofismo não seja meu ideal, início então meus agradecimentos pontuais de trás para a frente.

Início sendo grata pela “Universidade” por ter me acolhido como funcionária já no meu primeiro semestre por aqui, dentro desse elo, encontram-se muitos ex-colegas de trabalho, os quais não consigo citar um a um, mas fica minha gratidão. Em seguida vem meus honrosos professores que vieram me provando aos poucos que eu poderia estar a fazer o que de fato gostava, e por mais que o caminho dentro da academia muitas vezes caminhasse para o lado contrário, lá estava a Professora Liza fazendo nossa mente se acalmar com sua voz doce e conhecimento de sobra.

Agradeço ao Curso de Comunicação por ter proporcionado conhecer a Professora Cristine Kauffmann, que infelizmente pôde permanecer apenas por um semestre dando aula, mas foi capaz de ensinar tudo que eu precisava em apenas um semestre, ela ensinava para a vida e por isso até hoje, ela marca a minha história dentro da Universidade. Obrigada por nos ensinar as coisas simples e possíveis para se estudar. Em seguida surge outra luz no fim do túnel, quando todo “empreendedorismo” já me assustava, encontro a Professora Grazi Brandt, que na sua essência única, proporciona calma e grandes discussões em sala aula, consegue agregar em mim mais força para não desistir de tudo, novamente. Obrigada Grazi por sempre ser crítica de forma a acrescentar e tirar o melhor da gente. E mais para o fim do curso tenho a honra de conhecer a Professora Fabiana Pereira, que de forma tão clara, usando palavras tão obvias, se encarregou de ensinar o essencial da profissão, sermos sempre amantes do que fazemos e de uma forma sempre preocupada me fez sentir que não era apenas mais uma aluna, mas tinha nome e ela entendia que agonias estavam presentes dentro de cada aluno. E quem diria, mas no meu último semestre ouço diversas pessoas falarem para mim, “você precisa conhecer a professora Analu”, até então nem tinha a visto, mas devido as boas referências e ao bom histórico do curso de comunicação, baseado nas atuais professoras de Relações Públicas, não pensei duas vezes, “quero conhecer essa pessoa, quero compartilhar com ela meus pensamentos”. Apesar dos prazos turbulentos quais para mim foram difíceis de serem cumpridos, eu confiei nela. Analu, se mostrou ser exatamente o que eu imaginei, e por sorte a minha, estou saindo do curso com a sensação de ter tido a oportunidade de conhecer mais um grande exemplo de pessoa e professora. Obrigada pela paciência.E por último, mas jamais menos importante, minha gratidão a Yhevelin, que não foste minha professora em sala de aula, mas me ensinou muito fora dela, como profissional e principalmente, como pessoa.

Minhas ligações universitárias marcantes ficam extremamente restritas a pessoas que citei, mas preciso como forma de gratidão mencionar aqui o nome de uma amiga que desde o primeiro dia, até hoje, se preocupa comigo, da esporro e me faz ver as coisas como realmente são. Obrigada Simoni Helfer por ter aguentado todas as lamentações possíveis perante meus prazos apertados dessa faculdade que tanto me tirou o sono, mas ela me deu a paz.

Agradeço a dona Claudete, minha mãe, a quem acredito que até hoje não saiba o que é ser graduado em Relações Públicas, mas que do nosso jeito, seguimos enfrentando as dificuldades que foram aparecendo e nos mantendo com o sorriso no rosto e aceitando que cair pode ser bom, porque nos faz dar importância para o levantar. Ela me ensinou a não “baixar a guarda”, a enfrentar todos os meus limites e de uma forma subliminar me mostrou segurança para seguir em frente.

Obrigada, Mãe!

Levo comigo a importância de conhecer e valorizar personalidades tão distintas a minha e que possuem uma capacidade enorme de não somente nos fazer sermos melhor como profissionais, mas como pessoas humanas que estão aqui para errar, aprender, crescer e nunca desistir! Minha gratidão a essas e a todos que conheci no meio do caminho, demais amigos, colegas e familiares.

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