Arruinando-me
Sou homem
numa combinação de mim
E meu gênero
Carrego a bênção de ser,
Mais que outros, livre
E a opressão que não sinto
Por vezes pratico
Acima de mim não há nada
Também não há nada abaixo
Piso no chão que permito
Que os que me cercam amaldiçoem
Não há deus
Também não há demônio
Nada que me proteja
Da amargura da vida
Levo num bolso aspirina
No outro levo esperança
E para além do amor que recebo
Nada me prende no mundo
Mas porto eu, com meu nome,
Próprias tragédias
Fugitivo, em tempos felizmente,
De minha própria natureza
Não bebo,
e assim sinto meu espírito
Quase sempre embriagado
Não fumo,
e assim sinto em meus dedos
sempre um toco de cigarro apagado
E ando sempre cabisbaixo,
Porque não amo nem fodo
Meu pau está quase sempre duro
Mas nunca é utilizado