Com grandes poderes vem o cinismo
Acalmo meus ciúmes sabendo
Que vai dar tudo errado
Que pena eu sinto de quem chorará
Eu vou tristemente sorrir aliviado
Acalmo minha raiva sabendo
Que não lhes devo nada porque mereço mais
Sinceramente, vejam bem aonde cheguei
Vocês aí, com velhos problemas de mentira
Escrevo só porque sei que vai doer
E sigo, porque quero que pensem
Em tudo que me causam, sem querer,
Como se fosse culpa vossa os meus caprichos
Quando crescerem, como árvore
Regidos por decepções de jovens fracos
Que voltem, mesmo que eu não os espere
Quem sabe eu ainda queira salvá-los
Honestamente, olhem-me de cima a baixo
E confessem, ao menos pra si mesmos,
Que eu mereço algo muito melhor
Se for pra me sufocar na tua inocência, prefiro estar só
Eu sou um destaque
Dentro da multidão eu sou a voz
No reino, sou o Rei
Que com o apoio da corte usurpou a coroa
Eu sou o braço que faz
O que os apáticos só pensam fazer
Eu sou o jovem mais velho do mundo
Eu já desisti de tudo e reconsiderei
Eu sou muito mais sábio
Eu sei muito bem quem vai perder
E nesse caso, sinto dizer
Como sempre, são vocês
Eu sou o Peter que ouviu Ben
Na calçada, estirado
E de tanto poder eu tentei me esconder
Sou o responsável das insurgências, há de me temer
Eu sou mais do que vocês merecem
Eu sou o mártir, a surpresa
Tão foda, meus rivais,
Que eu mesmo não me deixei perceber