Na ponta da corda

Na ponta da corda, pensando em cortar

Já não é mais tudo só continuar

Na ponta da corda, pensando em voltar

O fundo do poço eu já pude encontrar


E a cada suspiro, não quero despertar

E a cada manhã, não quero levantar

Na beira da cama eu me deixo sentar

Pesando valores pra me motivar


Na ponta da corda eu não quero ficar

Fazendo rapel no abismo de mim

A luz lá de cima eu quero encontrar,

O deus da mentira que atrase o meu fim


Dizendo verdades não vou suportar,

Contando mentiras sequer respirar

Em museu de escola é que não vou viver

Eu tenho a esperança, ainda vão me entender


Eu quero seguir, eu quero subir

E esse é o sumo que resta de mim

Eu quero lutar, por algo melhor

Que não seja minha obra o que há de pior


Eu quero que os fracos enxerguem por lá

Só tudo aquilo que podemos ser

Não quero que a estante seja o meu lar

De quem encontra ali verdade e chora ao perceber