Rumo ao F4 2017: Os Confrontos

Marquem em suas agendas, dia 19/05, famigerada próxima sexta-feira, começará o Final Four da Euroliga, que terá sua grande decisão no domingo (21/05). Para deixar você por dentro, preparei uma série de textos especiais sobre os times, confrontos e historinhas que devem ser lembradas para esta grande decisão.

CSKA vs Olympiacos

CSKA

Titulares: Aaron Jackson, Nando De Colo, Nikita Kurbanov, Andrey Vorontsevich e Kyle Hines.

Reservas: Milos Teodosic (Dimitry Kulagin), Vitaly Fridzon, Cory Higgins (Semen Antonov), Viktor Khryapa e James Augustine (Joel Freeland).

Olympiacos

Titulares: Vassilis Spanoulis, Vangelis Mantzaris, Kostas Papanikolaou, Georgios Printezis e Khem Birch.

Reservas: Erick Green, Dominic Waters, Ioannis Papapetrou, Dimitrios Agravanis e Nikola Milutinov (Patrick Young).

Confrontos durante e a temporada regular: CSKA 81–75 Olympiacos e CSKA 90–85 Olympiacos.

Pontos ao CSKA explorar: O ataque do Olympiacos é bastante rígido e pouco espaçado, tem que se tirar proveito disso. Spanoulis consegue criar separação para Kurbanov, Vorontsevich e Kyle Hines neste estágio da carreira? Meu palpite é que não, o que dá pra explorar uma defesa de trocas de marcação. O provável é que Kurbanov seja o designado e que a cada bloqueio Spanoulis sobre em Hines ou Voront, ou mesmo algum jogador de perímetro, desde que não seja Teodosic. Se Spanoulis não conseguir criar, pronto, você mata o único jogador da equipe capaz de passar a bola com mais criatividade. Nem adianta pedirem pro CSKA marcar bem ou tentar estratégias com Printezis, por motivos de ele virar Tim Duncan sempre que enfrenta os russos. No ataque, vão enfrentar a defesa mais frequente e agressiva em dobras e trocas da Euroliga. Ou seja, ações simples costumam ter pouca efetividade. Logo, movimentação de bola, passes e cortes por todos os cantos da quadra para obrigar a defesa a tomar decisões e se perder na rotação. Sem isso, dependerão bastante da criação no pick and roll, que é ótima por ter De Colo e Teodosic, mas que pode ser facilitada. E dá pra ignorar boa parte dos chutadores do Olympiacos para uma eventual dobra em Printezis ou Spanoulis.

Pontos ao Olympiacos explorar: Ataque Teodosic sempre que puder, um por ser o elo frágil da defesa, dois porque o CSKA adora trocar, o que pode fazer caí-lo constantemente em mismatches, podendo usar Milutinov e Printezis, que conseguem finalizar de costas para a cesta. Printezis vai ser essencial, por conseguir punir os ala-pivôs leves dos russos com jogo de costas para a cesta, mas também atacar do perímetro os mais brutos. Sem Matt Lojeski, lesionado, talvez seja importante usar Erick Green por mais tempo, segundo arremessador sem bola do time mais precioso. E pra tirar o CSKA da zona de conforto, acelerar em transição, atacar com agressividade e ser veloz da tomada de decisões. Na defesa não tem muito o que pedir além da disciplina, o CSKA é veloz e profundo, difícil de brecar todas as armas. Logo, as principais escolhas ficam sobre qual a estratégia de defesa para Teodosic e De Colo. Tem que ter cuidado com os passes no backdoor, logo, uma defesa postada e rígida, fechada nas linhas de passe.

Fenerbahçe vs Real Madrid

Fenerbahçe

Titulares: Bobby Dixon, Bogdan Bogdanovic, Gigi Datome, Jan Vesely e Ekpe Udoh.

Reservas: Kostas Sloukas, James Nunnally (Melih Mahmutoglu), Nikola Kalinic, Pero Antic e Ahmet Duverioglu.

Real Madrid

Titulares: Sergio Llull, Jonas Maciulis, Jeffery Taylor, Anthony Randolph e Gustavo Ayón.

Reservas: Luka Doncic (Dontaye Draper), Jaycee Carroll, Rudy Fernandez (Andres Nocioni), Felipe Reyes (Trey Thompkins) e Othello Hunter.

Confrontos durante e a temporada regular: Real Madrid 77–78 Fenerbahçe e Real Madrid 61–56 Fenerbahçe

Pontos ao Real Madrid explorar: A equipe do Fenerbahçe possui jogadores baixos e de pés pouco rápidos no perímetro, que faz com que a defesa dependa mais da inteligência tática e posicionamento para compensar a falta de velocidade e atleticismo. E aí vai um caminho a se explorar. Sergio Llull pode chutar com tranquilidade por cima de Bobby Dixon, o que faz com que a marcação do astro espanhol tenha que ficar com Kostas Sloukas, James Nunnally ou Bogdan Bogdanovic. Basta ser ativo em cortes que logo logo vai pegar Datome fora de posição. Luka Doncic vai poder explorar sua altura contra os defensores menores do Fener, mas também armar o jogo no pick and roll e obrigar a defensores maiores o perseguirem depois do bloqueio do pivô. O Real tem cartas para explorar o perímetro lento e pouco versátil defensivamente do Fener. No garrafão, é preciso tirar Ekpe Udoh da proteção de aro a todo custo. Llull pode passar um jogo inteiro sem invadir o garrafão com seu jogo de arremessos após o drible. Também pode ser interessante usar um combo com Anthony Randolph e Trey Thompkins, para afastar Vesely e Udoh de onde são realmente perigosos, na defesa de garrafão. Com a dupla de americanos, a quadra fica espaçada, mas ainda mantém tamanho e proteção de aro.

Ponto ao Fenerbahçe explorar: A partir do primeiro momento que Ayón pisar em quadra, ataque-o no pick and roll. Falta velocidade de pés e instintos para o mexicano neste tipo de defesa, constantemente perdido. Nisso, a combinação entre Bogdan e Udoh pode dar certo, já que Bogdan tem arremesso após o drible e sabe infiltrar, enquanto Udoh pode passar a bola se alguém tentar fazer a cobertura para Ayón, além de poder atacar o aro com ferocidade, por ser mais atlético que o pivô do Real. Atacar Jeffery Taylor sem a bola pode ser importante também. Embora atlético, o ala é bastante indisciplinado na defesa. Se Doncic ficar responsável por marcar Dixon, é melhor que o baixinho infiltre, pois natural que sua velocidade ultrapasse do esloveno 26 centímetros mais alto. Se Antic puder jogar como Small Ball 5, será ainda mais interessante para abrir a mediana defesa do Real. A chave está em atacar o garrafão.