Vídeo Análise e Relatório: Wesley da Silva

Wesley da Silva

Idade: 20 anos

Clube: Paulistano

Médias pelo Paulistano na Temporada 16/17: 4.6 pontos, 2.0 rebotes, 0.6 assistências, 0.5 roubadas de bola, 0.1 tocos, 0.7 desperdícios de bola, 43.4% nos arremessos de quadra, 33.3% nos arremessos de três pontos e 74.1% nos lances livres em 13.2 minutos.

Projeções de Posição:

Posição listada: Ala-Armador

Versatilidade de posição projetada no ataque: Swingman

Versatilidade de posição projetada na defesa: Capaz de marcar as três posições do perímetro

Arquétipo de posição: Defensive Versatile

Parâmetros Físicos

Altura: 1,97 m

Envergadura: 2,08 m

Contexto Profissional

Mais outro atleta do Paulistano, assim como Lucas Dias e George de Paula, a testar ares no Draft, mas em outra situação. Diferente dos dois citados, que foram titulares e com grande tempo de quadra, Wesley “Mogi” da Silva atuou em tempo de quadra reduzido, um pouco mais distante de causar impacto por longos períodos, preterido ao uso dos mais experientes alas Eddy Carvalho, Daniel Hure e Jhonatan dos Santos, apesar de começar alguns jogos como titular.

Como papel na rotação, defendeu de armadores até alas e geralmente era colocado na zona morta, espaçando a quadra do lado contrário, além de criação secundária e movimentação sem a bola em situações restritas.

Perfil Físico

Dono de sólida altura, braços longos e mãos grandes, Mogi combina boas medidas físicas com condição atlética privilegiada, com impulsão, tremenda agilidade lateral e controle corporal no ar, que inclusive lhe deu o título de campeão do Torneio de Enterradas do NBB no ano de 2016.

Por conta de seu atleticismo e nível de atividade na defesa, é projetado como bom defensor pra nível de NBA, capaz de pressionar a bola, com envergadura para contestar a maioria dos atletas de perímetro e agilidade lateral para defender até os atletas mais ágeis. Comparativamente falando, é atleticamente mais capaz que George de Paula, que apesar de longo, não é tão veloz/explosivo.

Sua velocidade e energia também são úteis em transição, correndo rápido no contra-ataque e com ótimas mãos para finalizar ponte-aéreas e bandejas.

Seu “motor” também é elogiável na disputa dos rebotes, ataca a tábua ofensiva, briga por bolas perdidas para ganhar posses de bola.

Seu instinto competitivo, raciocínio rápido e inteligência na defesa nem sempre compensa a falta de força e fundamentos. Alterna entre boas cavadas de faltas ofensivas até infiltrações em que é completamente dominado pelo adversário pelos músculos ainda escassos. Antecipa linhas de passe com destreza, mas pode exagerar na ajuda em outras posses.

Desenvolvimento Ofensivo

O que mais impede que Mogi passe mais tempo em quadra é seu desenvolvimento ofensivo, ainda cru em vários aspectos do jogo. Apesar de atlético, não é um grande finalizador ao redor do aro, não absorve bem o contato, finaliza do lado esquerdo com a mão direita, carece de refinando usando a canhota e nem sempre escolhe os melhores ângulos, batendo cabeça no tráfego.

Anteriormente tido como non-shooter, vem trabalhando na mecânica de arremesso e possui um aproveitamento medíocre, que até acerta bolas em que recebe parado, mas inconsistente. A mecânica não é quebrada, mas nem sempre a bola sai “limpa” de suas mãos, pode mudar a forma levemente dentro do jogo e não possui dinamismo como chutador, sem capacidade de chutar após o drible ou em movimento, saindo por entre bloqueios.

Em meia quadra, Mogi tem sérias limitações criando para si mesmo. Possui agilidade e atleticismo para criar separação, mas o controle de bola alto e descuidado não auxiliam, além de não apresentar jogo de pés para parar e se elevar em um arremesso de meia distância ou floater.

O uso agressivo de seu atleticismo gera espaços em certas jogadas, que caso não finalizadas para si mesmo, rendem passes. Mogi está longe de ser um playmaker neste ponto da carreira, mas é altruísta, dá passes extras e até consegue enxergar o jogo em movimento em certas jogadas.

Projeção no Draft

Atlético, ativo, mas cru e pouco experimentado, Wesley corre por fora no Draft. Seu potencial físico lhe renderá uma escolha no recrutamento? Atualmente parece improvável, mas não impossível. A classe é relativamente pouca profunda na posição e carece de opções internacionais. Caso ocorra, será na segunda rodada, provavelmente em seu final. Mas temos que ficar atentos a condição de Mogi, um atleta cru e ainda distante de causar impacto imediato.