Futebol e o espelho social

Protagonista é, por definição, o personagem principal de uma narrativa . Com o passar dos anos, nos acostumamos ao brilhantismo do futebol Brasileiro e o destaque de quem bate no peito e tenta “resolver a parada”. E pautamos a formação de atletas em: Velocistas dribladores e insinuantes. Resumindo. Novos Pelés, Garrinchas e Maradonas.

Boas novas, o futebol mundial mudou, e já mudou faz algum tempo. A começar pelas linhas estreitas e a incessante busca pela compactação. O futebol continua sendo jogado em 64 por 100 metros. A diferença é a defesa postada, que já não funciona como antes, essa sim, se resume a 30 metros.

“A Gabriel mas e a pressão alta? Ela ocupa quase o campo todo né?”

Errado!

Inclusive na defesa alta. Com a pressão na saída de bola, a compactação é primordial. Caso contrário, a simples quebra da primeira linha levaria a um contra-ataque. Isso sem nem mesmo o time adversário estar atacando ou perder a posse de bola. O maior exemplo atual desse modelo é o Barcelona. Que “contra-ataca” com a posse de bola.

Interrupções a parte, gostaria de concluir. Mais atrasada que os dirigentes, está a mentalidade das canteiras ou categorias de base. Assim como na educação, o desenvolvimento do jogador deve ser pautado por suas qualidades.

“Como assim, Gabriel?”

Explico. Diferentemente do Brasil, que todo jovem estuda o básico para passar no Enem e ir a faculdade. O futebol teria que seguir a educação no resto do mundo. Os jovens durante sua formação experimentam todas as áreas. É analisado desempenho e performance e o jovem é trabalhado de acordo com os resultados. Parece mecânico demais, eu sei. Lembra jogadores do totó presos a suas posições, mas apresenta resultado. Lembrando que o futebol é, e sempre vai ser reflexo da sua sociedade. Como fica claro no excelente artigo da professora Heloisa Elena, Pós-graduando na Unicamp.

Perguntas a parte, gost…

” A Gabriel mas ai é questão de filosofia! ”

Puts. Isso ai é papo pra outro debate.