Mais um clichê em texto

Tudo que eu posso fazer é afirmar.

Eu vivi muito pouco até hoje, sem contar os inúmeros episódios nos quais eu tanto reprimi que cheguei a esquece-los.

Eu sou merda nenhuma disfarçada do normal que todo mundo veste.

Eu sou um projeto de drama adolescente, sem causa, motivo, coragem e qualquer detalhe que me torne diferente de todos os outros.

Eu sou a afirmação que não para em nenhum momento em minha cabeça, tentando me auto convencer de que se me botar pra baixo minha queda será menor. Queda da realidade.

Eu sou todos os meus desejos escondidos, submersos na angustiante certeza de que não se concretizaram.

Eu sou o apetite por sexo que só pode ser feito na minha cabeça por medo, medo de estragar tudo pra sempre.

Eu sou o fracasso do meu imaginário ambicioso.

Minha depressão é a cólica incessante da minha alma que contorce meu estômago e causa repulsa ao meu otimismo.

Eu sou a porra da decadência juvenil, a cor que não está na palheta aceita por eles, a criatura imaginária que só existe dentro de mim, pois fora deve-se conter-se de tudo que é pra não ser zombada, falada, julgada, violentada.

Onde o meu eu vai parar já que não pode existir nessa dimensão,no meu corpo, na minha alma?

A pobrezinha deve morrer de tanto ser moldada, apagada e distorcida do que é.

R.I.P ME

Lana Del Rey -Freak

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