Que eu e o meu pai eramos a parte estragada da família eu já sabia.

Já havia chegado a ser comparada a ele em várias tentativas de ofensa. Mais tarde aprendi que é melhor se defender de algo que você é do que de algo que não se do seu feitio fazer.


Eu era a burrinha, ingênua crente. Fiz papel de trouxa durante todo o ensino fundamental, a maioria faz, porém eu tentei agradar meninas estúpidas da terceira série e isso cai sobre a minha dignidade como a faca mais afiada de pão . Depois disso decidi que não ia mais ser feita de idiota. Então resolvi tentar me defender de todas as formas possíveis. Me inibi até perder a minha identidade.


Eu não conto o que acontece comigo, porque ninguém quer saber. Ninguém nunca sabe, então quando algo acontece para derramar a última gota parece que eu sou rude.


Eu respondo aos pensamentos alheios como se eles me ferissem. Talvez firam.

Eu sou a grossa, insensível, agressiva, insatisfeita com tudo, problemática, cruel. Eu até consigo lidar com isso. Mas não vou ouvir estatística as criticas.


E se ninguém nunca me suportar, tudo bem. Eu aprendi a conviver comigo mesma, porque ninguém nunca veio enxugar as minhas lágrimas. Eu sempre chorei sinhozinha e lido com tudo que acontece a minha volta por minha conta.


A única coisa que eu preciso é de mim mesma.

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