Os caçadores de felicidade

Você é feliz? Você consegue me dizer o porquê é feliz? Você consegue reconhecer o que é estar feliz? Eu lhe digo desde já, a verdadeira felicidade surge quando você se lembra de como era senti-la antes de perdê-la.

O pouco caso que fazemos da tristeza pessoal para cuidar do problema de outros é a prova do egoísmo descentralizado do ser humano. Às vezes a maior prova de amor que alguém demonstra é não desistir de si mesmo.

Nós temos esse desejo de estar com quem amamos, mas nos distanciamos daqueles que amam nosso desejo de estar. Estar bem. Estar contente. Estar lá. Estar. “Tudo precisa de uma medida certa”, pensamos, mas, quem em sã consciência, conseguirá medir um sentimento que, no equilíbrio certo, voa como uma pena, mas, na medida que sofre sua metástase maligna, tem o pesar de mil cometas sobre uma construção frágil e volátil que é o nosso eu-lírico emocional.

Poderia simplesmente, lhe contar que nunca amei e logo já me julgaria como alguém que nunca foi feliz. Pois bem. Já senti a paixão de buscar meus prazeres. Já me encontrei derrotado por falsos dizeres. Já fiz escolhas certas. Já fiz escolhas erradas. E aqui estou. Infeliz. Incerto. Imune. Mas ainda aceso. Funcional. Querendo mais. Um cadáver que, mesmo imóvel, continua sentindo sua necessidade de estar, ser e amar. Alguém que continua procurando o significado da felicidade.

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