A esquerda fragmentada vai às urnas

O Trono de Ferro, simbolo do poder na série Game Of Thrones. Foto: Reprodução.

Amanhã a esquerda brasileira irá às urnas dividida. Em São Paulo e no Rio de Janeiro as tentativas de união entre os candidatos soa quase como utópica e praticamente impossível. A começar porque ninguém quer ceder, demonstrando assim a irrefutabilidade dos argumentos de todos os lados.

Sem consenso, todos mantém suas candidaturas e o eleitor que decida. No segundo turno a gente vê no que dá.

Essa política do ‘salve-se quem puder’ das esquerdas, onde cada um vai para cada lado defender seu feudo em um projeto único, não é novidade.

Dia desses na eleição para presidência da Câmara dos Deputados o campo político da esquerda brasileira se dividiu entre lançar candidatura, votar em Rodrigo Maia (DEM) ou em Marcelo Castro (PMDB), mesmo partido do rejeitado presidente Michel Temer.

Chamuscada pelo impeachment de Dilma Rousseff e pela ausência de um líder que as unifique, a esquerda saiu da eleição para presidência da Câmara menor do que entrou. Hoje se mantem desorganizada e dividida, na política do ‘salve-se quem puder’.

Juntando A + B me recordo de um princípio de Maquiavel, o dividir para conquistar,ou dividir para reinar. Ganha-se o controle de um lugar através da fragmentação dos outros poderes, impedindo assim que o outro vença. Uma estratégia excelente de trucidar o inimigo usando a própria força que ele detêm.

A reflexão para o campo da esquerda brasileira neste momento é como ela sairá deste processo eleitoral, fortalecida ou fragmentada?

Agora tudo parece fazer um pouco mais de sentido.

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