A ressaca pós jogos olímpicos será na política

Congresso Nacional Brasileiro. Foto: Gisele Pasquali

Ao fim da primeira etapa dos Jogos Olímpicos a ressaca do brasileiro será “festejada” na política. Infelizmente os Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, que ocorrem de 7 a 18 de setembro no #Rio2016, não serão suficientes para tirar do foco das decisões que mudarão a jogo político no Brasil, e consequentemente o rumo e futuro do país.

01- Ainda nesta semana, 25/08, o Senado Federal inicia o julgamento final da presidente afastada Dilma Rousseff. Na ocasião os senadores decidirão se Dilma deve ou não ser condenada por ter editado três decretos de créditos suplementares sem a autorização do Congresso Nacional e também pela prática das ditas “pedaladas fiscais”.

Presidente interino Michel Temer. Foto: Reprodução.

Poucos políticos em Brasília acreditam que Dilma não será condenada pelos senadores, exceto que ocorra uma hecatombe política, ela deixará em definitivo a Presidência da República ao final de agosto.

Uma série de fatores convergiram para a retirada de Dilma Rousseff do poder: erros na condução política-econômica da presidente; pela interferência direta e financiada pelo Poder Econômico. Contou ainda com o poio da Grande Mídia, uma tabela imprensa-judiciário e com uma ajudinha extra até do próprio vice, que a partir de setembro a responsabilidade presidencial até em 2018 pode chegar a ser do hoje vice-presidente em exercício interino da Presidência, Michel Temer.

Temer, que enfrenta forte rejeição junto à opinião pública, tentará resgatar um pouco da credibilidade colocando em prática a “diplomacia do impeachment”, que seria uma espécie de aperto de mão com alguns membros da elite internacional. Com isso, auxiliares do Interino supõe que a façanha resultará em um ato simbólico de apoio da comunidade internacional ao New Gov.


02- Quase que proposital o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), atendeu aos suplícios do Palácio do Planalto e marcou a votação da cassação de Eduardo Cunha, na Câmara, para 12 de setembro, uma segunda-feira. A votação, se ocorrer, estará embolada junto ao processo eleitoral que estará fervilhando nos Estados e a Câmara com sessões esvaziadas.

Há uma incredulidade em relação ao quórum nesse dia de votação. As operações “abafa” e “Salva Cunha” estão em curso há um tempo e são denunciadas semanalmente por parlamentares:

A ressaca do brasileiro pós jogos olímpicos do Rio virá da política. E os sinais contraditórios que se avolumam no horizonte próximo indicam tempestades. E com trovoadas.

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