O que pretende o PSDB no governo Temer

Reprodução: Internet

O PSDB quer muitas coisas na política. O desejo Supremo do partido está em assumir a Presidência da República ainda nesta legislatura. O processo que contesta no TSE a eleição presidencial de 2014 e pede que a chapa Dilma-Temer seja cassada por abuso de poder econômico, ainda não tem data para ser julgada. Gilmar Mendes diz que a previsão é para 2017. Os tucanos pedem que com a cassação da chapa o candidato Aécio Neves (PSDB) seja considerado o novo presidente do Brasil.

Elementos de que a chapa Dilma-Temer se lambuzaram com a corrupção da Petrobras não faltam. Há delatores de todas as cores, credos e formas que afirmam aos procuradores da Lava-Jato de que os políticos surrupiaram dinheiro da Petrobras para abastecimento de suas campanhas políticas, visando unicamente a perpetuação no poder.

Ressalta-se que há um abismo imenso entre as falas de um delator e as provas que ele indica. Delação é o caminho, mas tem que vir, obrigatoriamente, carregado de provas ou indicar a direção para a descoberta de novos dados.

O PSDB quer muito, mas até o momento não sabe o que conseguirá no governo Temer. Os tucanos têm o objetivo de ocupar o espaço vácuo de ‘fiel da balança do governo’. Essa posição era ocupada até pouco tempo pelo PMDB, que ao primeiro sinal e às vésperas do impeachment abandonou Dilma alegando ‘independência’ do governo.

Com 50 deputados e ocupando a posição de terceira maior bancada da Câmara, os tucanos tem número a mostrar como o nível de fidelidade de votações no plenário. A Painel de hoje traz dados que nos fazem relembrar a convergência para um ponto em comum: quando Dilma Rousseff II ocupava a Presidência o partido mais fiel a ela não era o PT, mas o PCdoB. Com Temer a lógica permanece: o partido mais fiel ao governo não é o PMDB, mas o PSDB. Entenda:


Está na mira dos tucanos a Presidência da Câmara em 2017. Haverá eleição para o cargo e também para a composição de uma nova Mesa Diretora. As eleições estão previstas para acontecer na primeira semana de fevereiro.

O PSDB quer que o governo Temer e o PMDB declarem e apoiem publicamente o candidato tucano à presidência da Câmara. O deputado e líder do partido na Câmara, Antônio Imbassahy (PSDB-BA), é um dos cotados para assumir o cargo. Algo que pode acontecer, porém até lá há uma pauta espinhosa de reformas que Temer quer ver aprovadas e conta com o apoio do PSDB para isso. O PSDB quer muitas coisas com a ajuda do governo Temer. É uma mão lava a outra.

Para um partido que quer muitas coisas, no final das contas pode acabar ficando com nada. Ou ficar com parte do tudo.

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