Porque o mundo político teme Eduardo Cunha

Reprodução/Internet.

Parte do mundo político tem medo do estrago que o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) pode fazer em todo o sistema político, caso a Câmara dos Deputados aprove a cassação dele. A data para votar a cassação em plenário foi marcada: uma segunda-feira, 12 de setembro.

As palavras de Eduardo Cunha a priori não teriam relevância para a Procuradoria Geral da Republicar (PGR) caso o pmedebista tenha interesse em um possível acordo de delação premiada, exatamente pelo delator ser o próprio Eduardo. Daí já se tira o tamanho da desconfiança que o sistema penal e político tem do pmdebista.

No entanto, com o perfil que já conhecemos, Eduardo não é do tipo que se deixa convencer apenas por registros de memória. Vídeos, papéis, áudios, depoimentos, comprovantes podem ser usados. Sem eles, procuradores da Lava-Jato já admitem publicamente que com Cunha não há acordo.

É a materialidade das provas que Cunha pode apresentar que preocupa parte do Mundo Político. Quanto às palavras, elas já não confundem o cidadão democrata atento.

É por isso que a cassação em plenário ainda é incerta e o governo do vice-presidente em exercício interino da Presidência, Michel Temer, sua frio ao pensar nessa possibilidade. Deputados vem denunciado interferência do Palácio do Planalto para salvar o mandato de Cunha:

Inspirado nas Olimpíadas, o PSOL apresentou na Câmara o ‘pódio da cumplicidade’ de políticos que protegem e têm medo de Eduardo Cunha. Os medalhistas, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ), o interino Michel Temer e alguns líderes de partidos políticos na Câmara. Cada um ajudando à sua maneira.

Somente um milagre olímpico tem condições de salvar Cunha da perda de mandato em um plenário cheio e raivoso. Ou com algumas ajudinhas extras.

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