SENTA QUE LÁ VEM TEXTÃO [me julguem, tentei manter a positividade nesses tempos de Brasil no caos, indecisões e planos futuros]
Nesse final do dia, de encontros com amigos e desencontros, descobertas e planos, refletindo no que pode ser o futuro ou o que foi passado eu penso que o melhor que podemos fazer para seguir em frente é confiar. Eu gosto de incentivar o melhor das pessoas, sempre busco o melhor que posso fazer para mudar a vida de alguém ou até mesmo deixar um conselho, uma palavra ou olhar. E em olhar eu falo sério, ao levantar os olhos da tela de um smartphone e olhar para o lado, ver que tem alguém na jornada que você já fez ou pretende fazer é interessante. Mas ainda melhor é fazer um bom gesto, sorrir no meio do trânsito ou dar um high-five com um desconhecido com certeza vai fazer o dia dele melhor.
Muitos dizem que temos que manter o pé no chão. Com os olhos para baixo e coração no alto, meu discurso pode parecer utópico, mas gosto as vezes de pisar em nuvens pois é mais legal. Jogar uma pedra no lago pensando que ela vai um dia voltar é ilusão, mas tentar fazer ela quicar, sendo com sucesso ou não é válido. Conviver com incertezas pode ser difícil, mas a distância a ser percorrida pela pedra nunca é pensada, ao menos pela pedra que segue sua trajetória. Só custa um pequeno esforço com a mão que ela sai de onde está, assim como os planos de um papel dobrado que em um aviãozinho se transforma para voar.
O que penso muitas vezes não falo, gosto de desenhar e sempre fui meio introspectiva. Decidir escrever esse parágrafo que virou um texto ou não sei o que, aqui dentro da caixola pode parecer idealizado ou bobo, mas decidi arriscar. Em tempos de cólera, esse Brasil está precisando de mais confiança e amor, por favor. Olhar o caminho e ver as possibilidades do que podemos fazer nos coloca em perspectiva para o que vem por ai. Só falta a mão para jogar a pedra e ela ir, quicar e quicar sem parar.