Ei, Maria!

Os Ilógicos

Ei, senhorita, és tão fantástica e tão simpática que fazes explodir a minha cabeça.

- Ela é a Maria, aquela toda cheia de charme e mistério. Mas cuidado, porque ela é meio louca.

- Aaaah! Eu não sou louca.

- Eu disse meio…

- Calado!

- Maria…

- Cala-te, cala-te, cala-te-te-te!

E assim se foi a “simpática”…

O Honesto

A Maria sonhava em ter o seu amigo de volta, ela queria voltar a ver o seu sorriso. Ela acha-o muito bondoso e muito perspicaz, um tolo com um grande coração, um homem brilhante. Ela humildemente desejava que ele segurasse a sua mão. Basicamente, ela desejava ser amada por ele.

No entanto, para que isso acontecesse, a Maria teria de partilhar seus sentimentos com ele, mas era isso que ela mais temia, pois, ninguém nunca fora capaz de entender esse seu jeito tão eufórico, essa sua extrema agitação por existir e sentir a qual desconhece os limites da realidade. Fazendo dela a causadora de tantas confusões quase sem soluções a qualquer um que esteja ao seu redor.

A Protagonista

- Estive dias no limite, dias em baixo. Noutros, estive feliz, porém, voltei a aproximar-me do limite, no entanto, nunca mais estive em baixo.

Não posso mais chorar angústias, tenho de acordar antes que seja tarde, preciso abandonar este meu solitário regato de milagres sonhados e libertar-me para a vida de muitas lutas e, assim, poder abraçar tudo aquilo que imaginei um dia ter.

Sou tão fantástica e tão simpática que faço explodir a sua cabeça. Eu sou a Maria, aquela toda cheia de charme e mistério. Aquela que não tem medo de ser louca.

Finalmente decidi, vou partilhar tudo aquilo que eu sinto para ele.

O Lógico

Ó Maria, afinal foi ele o primeiro a partilhar seus sentimentos por ti. Não percebeste o quanto a sua saudade serviu de pretexto para que ele imaginasse seus olhos perto dos teus? Que só a tua presença é que seria a solução para preencher seu coração?

Não temas Maria, ele jamais te abandonará.

Ei, Maria, és tão louca que não reparas não coisas tão óbvias como um amor correspondido.

O Atlas

- Maria, eu fui aquele que durante muito tempo esteve no comando do próprio Destino. Agora sou mais um mero mortal.

Esse teu olhar que sempre me cativou mesmo com o passar dos anos que estive como andarilho foi o mesmo que me fez rejeitar esse meu pretensioso caráter divino e absoluto. Abri mão de todo universo porque nem sequer ele é suficientemente grande para descrever o que sinto por ti.

Maria acredite em ti. Acredite que em ti e em mim ainda existe algo, que durante tantos anos eu fugi e que tu fingiste não existir. Este “algo” é o que agora vejo resplandecer sobre os teus olhos: o tempo de amar e ser amado.

Me dê a sua mão, Maria.

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Contacto: @GiuResta

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