Política Animal: uma doce visão sobre o santuário nacional

97º

“Qual foi o grande processo de mudança que ocorreu na sua vida?” Esta pergunta surgiu através de um trabalho feito e não entregue à faculdade. Não tinha nada o que fazer com isto, então decidi postar aqui. E por quê? Porque sim, né, porra?!
Hmpf… lá vou eu ter de realizar um trabalho braçal; escava memórias, escava memórias. Grande coisa, eu achei isso uma perda de tempo — continuo achando, além de ter mais o que fazer eee.. ninguém tem nada a ver com isso. Mas… Tá. Tá. Certo. Vou evitar evitar a fadiga e tentar responder.

um tempo, ocorreram algumas discussões que — não necessariamente — abalaram a alma de um determinado negócio. Digo isso em relação a meu caso, pois não senti grandes mudanças quanto ao ocorrido, devido a ter plena certeza da que nada mudaria. (Eh, não sou o mais otimista do mundo, e daí?!) Conquanto eu poderia relatar um certo balanço, uma malemolência litigiosa dentro do estômago, o qual me fez vomitar com tudo que acontecia, por sinal.

Entretanto, já em relação aos colegas mais próximos e alguns correligionários, posso afirmar que seus pensamentos não passaram de uma pequena comunhão de bastonetes, cartazes com dizeres pejorativos e tochas incandescidas. Além, é claro, de vestimentas à Canarinho, à Black Bloc, à Dez Dias Que Abalaram o Mundo e gritos de “fogo na bruxa”, “queimem os hereges”; tudo uma grande efeméride para a chefia.

Por sinal, ela respondeu de uma maneira um tanto peculiar. Em certos momentos, seus discursos não diziam nada com nada, outras vezes seus ditos eram desmentidos, houve horas em que ficar calado teria sido muito melhor. Isso sem contar seus atos: tudo pensado em seu benefício, em nome da família, em nome de Odin; tudo pensando em preservar o status quo; ai ai…

Lógico, talvez eu esteja exagerando um pouco. Tudo isso não passa de uma galerinha da pesada aprontando poucas e boas, entrando em altas confusões num clima de muita azaração. Certo, mas como teria dito Heráclito, nada é imutável… hmm, talvez essa frase não se adeque ao regimento interno. Ah, essas não mudanças de vida alheia que estão a conurbar com a individualidade complexa, é tudo tão divertido!

Agora ainda mais, já que as cabeças da Hidra estão fugindo duas após a outra, para reajustar seu corpo em busca de tentar continuar de pé. Porém, a Bruxa já parece cozida em seu próprio caldeirão, enquanto sangra pelas costas e tem sua frente fuzilada pelo Justiceiro. Só que vai ficar tudo bem, o Temerário Líder vai retomar àquele já conhecido caminho do cabeça, Satã, e voltará tudo ao Eixo.

Assim, por mais que eu queira proferir palavras a esmo, já o fizeram tantas vezes que… enfim, um tédio! Todo este processo de mudança abalou o sistema (não necessariamente isso é verdade!). Além de fazer com que todos ao redor tomassem consciência do que realmente estava acontecendo (com certeza isso não é verdade!!). E foi o maior processo de mudança que eu já vivi, até amanhã — quando for realizada a contagem dos corpos.


(é difícil determinar a data deste texto, mas… não, esquece. Eu não vou lembrar)

Mas por que mesmo eu escrevi essa porra, hein? Bom, sinta-se à vontade para deixar um comentário.