A MORTE FICANDO MAIS LONGE.

Em março desse ano, durante o Congresso do Colégio Americano de Cardiologia, foi apresentado o maior estudo já realizado sobre a terapia de combate ao chamado colesterol ruim.

O LDL, lipoproteína de baixa densidade, que vem sendo combatido com muito sucesso por novos medicamentos inibidores da PCSK9 cujos efeitos vêm sendo acompanhados pelos pesquisadores em mais de 27.000 doentes. Lançadas no fim dos anos 80, as estatinas representam um novo marco, e ainda hoje são a primeira opção, medica para o tratamento do colesterol.

O problema e que a capacidade média de redução de 40% dos patamares de LDL, não é suficiente para pacientes portadores de doença genética que aumenta excessivamente o colesterol, e também para pacientes com intolerância às estatinas, que resulta em dores musculares. E nesses casos, os inibidores da PCSK9 podem salvar vidas.

Calcula-se que 80% do colesterol detectado no organismo seja produzido pelo fígado, o restante vem como resultado da alimentação que você ingere. Em doses normais, o colesterol — tanto alimentar quanto o hepático — tem um papel importantíssimo no funcionamento do corpo humano. Porém em excesso, ele se acumula nas paredes das artérias até formar uma placa que atrapalha a passagem do sangue.

O processo é chamado aterosclerose, e como todos já sabemos é agravado por fatores como tabagismo, diabetes e hipertensão que também contribuem para deixar as artérias entupidas. O problema do novo medicamento é o custo.

No Brasil, ele sai em media por R$ 2.000,00 mensais, mas esta aberta à corrida para que a indústria farmacêutica desenvolva inibidores do PCSK9, com valores acessíveis à população brasileira. Outra boa noticia é que as futuras gerações desses produtos poderão ser ministradas a cada três ou seis meses.

É uma excelente noticia se considerarmos dados do Ministério da Saúde, que informam que mais da metade dos pacientes cardíacos deixa de tomar os comprimidos diários de estatina logo no primeiro ano de tratamento.

Assim, com a descoberta de novos remédios, a vida vai se prolongando, deixando cada vez mais necessária a reforma da Previdência. Desculpem, não poderia deixar passar em branco uma oportunidade como essa, para reafirmar o quanto às gerações futuras precisam dessa reforma.

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