A PIRATARIA É A MESMA, O QUE MUDA SÃO AS ARMAS.

Confesso que esse mundo novo me fascina. Do tempo em que o homem desceu na Lua aos dias atuais, sem as fronteiras que os homens estabeleceram. Novos serviços, oportunidades, empregos e também crimes estão sendo cometidos de formas novas.

Há algum tempo escrevi aqui sobre os sequestradores de senhas, números, e até de hospedes de hotéis impedidos de sair de seus quartos por hackers chantagistas. Os modernos piratas muito parecidos com aqueles que se escondiam no Caribe para aterrorizar a linhas comerciais de antanho.

Esses novos piratas, ao contrário dos antigos, não precisam de navios e menos ainda de canhões, com um laptop conectado à internet em qualquer mesa de café do mundo, e sua nova arma esta pronta para funcionar.

Os antigos piratas se escondiam atrás de ilhas, os novos atrás de identidades falsas, para sequestrar as suas senhas entrar na sua rede, em seus cartões de credito e em sua conta bancaria.

No ultimo dia 12, um colossal ataque on-line chamado de “WannaCry” (quero chorar, tradução literal) alarmou o mundo. O vírus agiu em uma brecha acidental do Windows, o sistema operacional da Microsoft.

Os modernos piratas descobriram a falha em 2016 ao roubar informações do governo americano e aguardaram a oportunidade para fazer um ataque a nível mundial. Assustador, considerando que tudo esta ligado nas redes, hospitais, bancos, e até sistemas de defesa de países, assim como outros grandes usuários.

Em termos náuticos, a pirataria atual ocorre do mesmo jeito, a abordagem se dá via e-mail que é enviado para você, ao clicar nele o vírus se instala no computador. Fabio Assolini, da Kaspersky, empresa russa de segurança digital, diz que “o problema é que, após infectar um PC, o WannaCry, se dissemina. Se um funcionário cai nessa, todos os demais computadores da companhia em diversos lugares do mundo, são infectados também.”

E assim os modernos piratas vão descobrindo novas técnicas e fazem o mundo ficar do tamanho de um bolso onde podem enfiar a mão. Após muitos anos de pirataria, as técnicas são diferentes, mas as estratégias são iguais. Do mesmo jeito que foram protegidas às rotas mercantes, hoje se desenvolvem técnicas para proteger os usuários das redes e seus computadores.

Depois de protegidas as rotas, cassam-se os piratas. Segundo especialistas, a dificuldade é identificar de onde vem o ataque. Considerando o conturbado mundo atual, os ataques podem vir de terroristas por exemplo.

Theresa Payton, ex-chefe de inteligência da Casa Branca, diz que, “ todos, incluindo os países, terão que trabalhar em conjunto, se isso não for feito, aumentara a frequência dos ciberataques a nível mundial”. A pirataria é a mesma, que muda são técnicas.

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