Antigamente vivíamos pouco comparativamente com os dias atuais. O avanço da medicina tem aumentado o tempo que vivemos e esse fato tem obrigado a caminharmos para novos comportamentos.

Obrigatoriedade de vagas em estacionamentos, rampas em vez de escadas, embarques antecipados em aeroportos, atendimento preferencial para idosos em todos os lugares públicos e assim por diante.

Ora, se a sociedade já integrou esses hábitos ao nosso cotidiano, por que a gritaria contra a reforma da previdência? Simples, porque estamos mexendo com os “direitos adquiridos” da elite brasileira. Sua excelência o servidor publico.

Essa praga que se instalou imediatamente após a vinda da Família Real ao Brasil. Com os nobres vieram os funcionários públicos da Corte e aqui, imediatamente fizeram essa praga crescer assustadoramente. Essa classe que consome 70% do caixa para pagamento das aposentadorias. Os outros 30% é consumido com os milhares de aposentados viventes comuns que não fazem parte da “elite brasileira”.

Aquele servidor publico que diz com ar azedo ..é no guichê ao lado, tem garantido uma aposentadoria muito maior do que você, que esta do lado de cá do guichê, pagando o salário e a aposentadoria integral dele. Como essa classe vem crescendo assustadoramente desde o tempo do império e habitam fortemente em Brasília o Congresso se borra de medo deles.

Eles e seus familiares representam milhares de votos que por sua vez conseguem pressionar os deputados e senadores. Além-claro, da quantidade de apaniguados, afilhados, genros, sobrinhos cunhados e parentes de todos os matizes e graus de suas excelências.

Essa gente é que esta pressionando contra a reforma da previdência. Do outro lado, temos os aproveitadores de plantão, mais ou menos como aqueles que estavam, saqueando lojas no Espírito Santo quando da greve da policia. São os mesmos de sempre que buscam tirar vantagens pessoais das burras do Governo, sem dar a mínima para o que venha a ser melhor para o futuro do Brasil.

É muito ruim que nossos congressistas não tenham a mínima visão de estadistas, lhes cabendo apenas à imagem e atitude de oportunistas.