MAIS MÉDICOS, DE PROGRAMA POLITICO PARA SUCESSO EM SAÚDE.

Essa matéria poderia caber na secção BOM, do Bom e Ruim. Afinal descobriu-se que o outrora combatido programa “Mais Médicos” implantado no apagar das luzes do Governo da ex-presidente Dilma Roussef. Embora fosse um programa de sustentação de um governo em declínio, e disfarçado de programa social, acabou dando resultado.

Tanto que o Governo Temer melhorou e ampliou o programa. Segundo Roberto Kalil, diretor da divisão de cardiologia do consagrado Hospital Sírio-Libanês e do Instituto do Coração de São Paulo. “Na pratica, graças ao programa, brasileiros que nunca tiveram um profissional da saúde que olhasse por eles em localidades remotas, agora recebem atendimento médico.”

Do seu inicio o programa mudou bastante, em 2014 os brasileiros representavam 16% dos 14.000 mil médicos. Hoje são quase 40% dos atuais 18.000 mil médicos. Além disso, a maioria das vagas para brasileiros é oferecida preferencialmente nas capitais ou cidades com mais de 250.000 mil habitantes.

Coisa que honestamente não entendo, imagino que médicos brasileiros falando português, seriam melhor aproveitados nos rincões mais distantes, onde o entendimento entre médico e paciente seriam mais fáceis. Fico imaginando um medico cubano falando portunhol, com um paciente em Catolé do Norte?? Imagino a dificuldade entre os dois, mas o fato é que apesar da proteção aos médicos brasileiros, o programa vai em frente e dando ótimos resultados.

Segundo pesquisa coordenada pela Universidade do Rio Grande do Sul em 2015, constatou que em um ano, houve um aumento de cerca de 30% no número de consultas nos municípios que aderiram ao programa. Nas cidades onde não havia o programa Mais Médico, o crescimento foi de 15%. Mas o fundamental do programa, em minha opinião, é que o volume de internações em hospitais caiu no mesmo período 4%, aliviando com isso o sofrido sistema hospitalar do SUS.

Ao que tudo indica a medicina preventiva deveria, se bem praticada, reduzir a necessidade de internações em hospitais. Em números absolutos, 110.000 mil brasileiros deixaram de ser hospitalizado, o que é uma grande noticia. A título de exemplo tem uma pequena historia de duas medicas cubanas, Egly Exopiosito Segui de 42 anos e Yunia Rodrigues Diaz, de 34 anos. Ambas tiveram 60 dias de aulas de português.

As aulas contemplavam geografia, português e simulação de consultas, ambas tiveram conhecimento para onde iam apenas três dias antes da partida. Destino, Xique-Xique cidade no sertão baiano com 48.000 mil habitantes, a 600 quilômetros de Salvador, e com índice de IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) dos mais baixos do Brasil.

Segundo elas, no inicio foi difícil pelo fato de terem sido hostilizadas, muito mais pelas noticias divulgadas na imprensa do que pelo seu trabalho. Hoje, as duas dividem um apartamento de sala, cozinha e dois quartos, entulhados de eletrodomésticos que levarão de presente ou para utilização das suas próprias famílias em Cuba.

Bonita historia que seria perfeita se não tivesse havido tratamento politico para o programa. Mas o que interessa é que o programa Mais Médicos hoje é um sucesso. Estamos felizes, elas estão felizes e até o governo cubano esta feliz com o faturamento. A parte do leão fica para o governo cubano, os médicos de outros países, recebem R$ 11.500,00, os cubanos recebem R$ 2.976,00 a diferença fica para o governo.

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