O BRASIL E O MUNDO

Só para não falar do Trump

Vocês tem acompanhado a onda “direitista” que esta tomando conta do mundo? Depois que o jovem primeiro Ministro Matteo Renzil, foi derrotado tentando fazer um plebiscito para mexer na Constituição italiana. E em função da derrota pediu demissão, as coisas na Europa aparentam degringolar.

Se levarmos em consideração o que nos habituamos a ver em termos de politica internacional nos últimos 8 anos, somos obrigados a perceber também, que as pessoas que dirigiram seus países até então, estão sendo trocados por outras sem muita garantia de tranquilidade.

Nos USA, Barak Obama, termina o seu segundo mandato. Na Inglaterra após o Brexit, quem se exit, foi o Primeiro Ministro David Cameron. Na França Monsieur Hollande já comunicou que não sera candidato a reeleição. Só esta sobrando nesse mar de mudanças a dama de ferro alemã Angela Merkel, que DEVERÁ, ser candidata a reeleição.

Mas é bom lembrar que o partido de extrema direita AFD vem crescendo, e na próxima eleição poderá ter um numero de deputados suficientes para prejudicar o programa de refugiados da Frau Merkel.

O cenário que compõe o futuro europeu não é nada bom. Temas como a guerra na Síria, o baixo crescimento da economia e o assunto de imigração, são bombas de retardo que estão sendo colocadas nas cadeiras dos próximos ocupantes.

Creio que os casos mais graves são da Itália e da França, onde os fortes candidatos são de extrema direita. Na Itália um forte candidato é um comediante, uma especie de Tiritca deles. E na França, a Marine Le Pen, cujo forte discurso é contra os emigrantes. Não sei se vocês percebem o terrível problema de se livrar os emigrantes?

Lembrem que no caso da França que sempre teve colonias espalhadas pelo mundo, esse povo colonizado tinha o direito de ir para a França e lá estabelecer suas famílias, o que gerou nos dias de hoje, tataraneto de africano com amplos direitos de cidadão francês.

O mesmo ocorre na Inglaterra. Já no caso da Alemanha, foram os trabalhadores principalmente turcos, que foram fazer o trabalho braçal em lugar dos alemães. Hoje, também tem tataraneto de turcos com passaporte alemão e de olhos e cabelos negros. Os “schwarzkopf” cabeças pretas, como são chamados de forma depreciativa os filhos de emigrantes alemães.

Do ponto de vista politico o ano de 2016 não foi fácil para a Europa, mas 2017 promete ser um pouco mais complicado.

Olivier Stuenkel, professor de relações internacionais da FGV, disse que “ partidos populistas geralmente fracassam, infelizmente não sem antes deixar um clima de terra arrasada”

Mundinho complicado este em que vivemos não?

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