O POVO E O BRASIL

AS RAZÕES DO DESASTRE

A irresponsabilidade da administração pública brasileira tem sido devastadora do ponto de vista de gestão. Só para vocês terem uma ideia, o Governador do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori, declarou que “nos últimos 45 anos”, em apenas sete (notem, de 45 anos, apenas sete ) anos o Rio Grande do Sul não registrou déficit orçamentário.

É um descalabro o comportamento dos administradores públicos, e eu acho que boa parcela de culpa cabe a maldita reeleição. Onde o Estado é quebrado para favorecer a reeleição.

O mapa da crise gaúcha vem de longa data, e vai muito além do PT, mas que este colaborou, e colaborou muito! Na administração do petista Tarso Genro, tinham 29 secretarias, 19 fundações estaduais, 11 empresas estatais. Tudo isso com ótimos salários, uma penca de funcionários públicos sem concurso e sangrando o Estado.

Hoje, o Governador Sartori está diminuindo para, dezessete secretarias, as fundações cairão para 10, e das 11 empresas estatais ficarão só seis. Mas isso com uma gritaria terrível e com mandatos de segurança aos montes na justiça para impedir esses cortes e continuar a mamata.

A loucura disso é que os usuários das vantagens brigam na justiça para que isso não acabe. Ou seja, farinha pouca, meu pirão primeiro e dane-se os outros. Só que nesse caso, não existem os “outros”. Loucura total.

Lembro nos anos 70/80, os gaúchos tinham orgulho de ter o melhor índice de professor por aluno no Mundo. Só que os professores não estavam nas salas de aula!!

Como o caso do Rio de Janeiro é mais notório pelos escândalos e sobretudo porque é o Rio de Janeiro é um estado mais “midiático” , a imprensa focou mais no Sergio Cabral e esposa do que nas finanças. Mas o caso de Minas Gerais também é grave, seguido de Goiás.

Segundo estudos do Tesouro Nacional, onde são avaliados os riscos de endividamento, o “ranking” é o seguinte: Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal. Esses são casos graves de falta de dinheiro para pagar a folha dos ativos e os inativos.

Sintam (desculpem a palavra) o tamanho da merda que esses Estados deixarão seus funcionários e sobretudo os aposentados que são pessoas mais simples e dependem essencialmente desse dinheiro. Os efeitos disso serão a inadimplência em cascata.

As razões para isso não são apenas os desmando nas contas publicas, mas o rabo preso dos governantes com o sistema judiciário dos seus Estados, que permitem absurdos como salários e aposentadoria de magistrados, desembargadores e ex-autoridades que acabam se aposentando sempre em situação absurdamente diferentes da maioria do povo brasileiro.

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