Chanchada
Todo santo dia quando volta do trabalho, Beto desembarca do vagão do metrô e caminha apressado até um dos banheiros da estação República para encontrar outros homens dispostos a fazer sexo casual.
Em um desses dias, Beto estava de pé em frente a latrina quando percebeu ao lado um moreno alto vislumbrando a sua piroca.
Beto é experiente e já sabia que essa era a senha para comer alguém.
Ele e o desconhecido não perderam tempo e começaram a se pegar ali mesmo. Beijos quentes eram envolvidos por carícias incandescentes.
No meio de tudo, os dois amantes recém conhecidos concordaram em ir para um hotel barato(a) da região.
Assim que fecharam a porta do “ninho do amor”, Beto percebeu que o moreno tirara algo das calças. Era preto, grande e ameaçador: um revólver.
— Aí, sua bicha. Quero o dinheiro, relógio e celular aqui na minha mão agora!
Beto argumentou com o bandido-amante.
— Poxa, cara. A gente tava se divertindo tanto e você vem pra me roubar!
Não teve conversa. O ladrão recolheu os pertences da vítima e, apontando a arma para sua cara, disse que não se movesse por 10 minutos. Saiu pela porta deixando Beto nú naquele quarto de R$ 15 a hora.
Beto ficou sem seus documentos, cartões do banco e dinheiro. Até a marmita vazia que estava na sua mochila o ladrão levou.
Mas o que mais chateou Beto naquele dia foi que ele não comeu ninguém.