Muscle to muscle and toe to toe, the fear has gripped me but here I go.

Hoje tive um sonho interessante. Ia fazer o mesmo percurso que vou fazer daqui a alguns minutos, ir pra UFPA encontrar uns amigos e bater um papo. A real é que acredito que o percurso talvez não tenha diferença na simbologia desse sonho, mas o que acontece nele (que poderia ser em qualquer outro). Ou faz, realmente não tem como saber.

Mas o que aconteceu foi algo aparentemente sem muita lógica ou senso, enquanto eu dirigia a pista ia ficando cada vez mais ingrime, cada vez mais sem apoio e aos poucos o carro, a qualquer momento, poderia se descolar do asfalto. O desespero ia tomando conta a cada momento que antecedia uma possível queda, quanto mais íngreme, mais o desespero tomava conta. Até que, chegando ao máximo da inclinação, eu olho pro lado:

Como mágica, uma janela pra me apoiar. Eu estava em um pico, era como se a rua tivesse se transformado numa montanha enorme e que a distância entre mim e o que se tornara um vale era simplesmente a morte, um abismo. Mas eu olhei pro lado e imediatamente me lancei pra agarrar naquela janela suspensa convenientemente no ar (?).

Em outros sonhos, eu tenho certeza que o desespero seria tão grande, mas tão grande, que eu acordaria imediatamente achando que provavelmente eu ia morrer. Assim como em todas as quedas de precipícios nas quais eu já tive coração suficiente pra aguentar, mesmo que eu estivesse apenas dormindo.

Mas nesse algo de diferente aconteceu, o medo da queda não foi maior do que a vontade de permanecer em pé. Em outras circunstâncias, mesmo que eu visualizasse a janela, muito provavelmente não aguentaria o peso do meu próprio corpo e cairia. Mas eu me senti poderoso, não tinha uma fibra do meu corpo que não soubesse que eu não iria precipitar. Eu estava seguro no momento em que agarrei a janela e não cairia, eu me salvei.

Eu sei que o risco de cair sempre vai existir e quando for necessário, a gente encontra o chão na humildade de compreender que tudo à terra retorna. Mas o medo, apesar dele também sempre estar presente, não me paralisa mais.

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