Não, eu não sei o que fazer

-tudo bem?


My Mad Fat Diary (2013)

Depois de algumas discussões, promessas que eu fiz pra mim mesmo e (pior) pra você, e que nunca chegarão a ver a luz do dia. Depois de perceber que o medo de te afastar era bem maior do que o de te dizer a verdade. Eu cheguei a conclusão de que o certo a fazer era ser sincero contigo. Te dizer que eu não tenho certeza sobre nada no momento. Que eu ando com uma grande interrogação na cabeça todos os dias e que nem você e nem eu podemos fazer muito sobre isso. Isso te assusta pra caramba, eu sei. Quando eu era pequeno, eu também morria de medo de pôr a cabeça pra fora da coberta quando ouvia algum barulho. Não saber o que te espera é assustador pra caralho.

Mais assustador porque eu sei que pra ti, se envolver no aperto dos meus braços era mais que encontrar aconchego. 
Eis que a caixa de certezas infinitas a qual eu buscava respostas, parece ter chegado ao fim. E colocar a mão nela é aflitivo. É sentir o fundo. É sentir que ela tem fim.

Não tenho estado apto a te responder com exclamações ou pontos. As interrogações e reticencias têm sido quase unanimidade depois do teu “tudo bem?” e a única certeza que eu te dei, é que não tenho certeza de muito.

Acontece que tenho aprendido a conviver com a incerteza e por mais que às vezes me assuste, te confesso que o meu maior medo mora noutra pessoa. E é disso que se trata. Meu abraço ainda vai estar por aqui se quiser, mas por hora ele não pode oferecer muito mais que carinho…Tudo bem?