Negação do Corpo através da internet: Bom ou Ruim
Olá! Seres vivos atrás da tela!
Como primeiro texto, um tema complexo, a negação do corpo ou a falta de necessidade que temos hoje perante a tecnologia, Essa discussão já é de longa data, no Livro e Filme homônimo de Dalton Trumbo "Johnny vai à Guerra (Johnny got his Gun) de 1971" isso se mostra muito evidente:

Bom alguns devem estar pensando: ” O que um filme de guerra tem haver com a tecnologia?” ou “Que isso tem haver com o tema?”, bem respondendo a essa pergunta:
Joe Bonham é um recruta servindo na Primeira Guerra Mundial. Um dia, acorda em uma cama de hospital e percebe que perdeu sua mobilidade e sentidos — braços, pés, olhos, nariz, orelhas, língua, maxilares e toda a face perderam suas funções —, mas continua lúcido. Deprimido, tenta matar-se por sufocamento, mas uma traqueostomia o impede. Tenta comunicar-se com os médicos batendo a cabeça em código Morse na estrutura da cama, e pede para ser posto em uma cuba de vidro para viajar pelo país e mostrar à população o horror verdadeiro da guerra. Deseja morrer, mas esse pedido nunca é atendido.
Bem claro que o Joe não escolheu isso, porém com a velocidade e realidade da tecnologia, cada vez mais se vê pessoas hoje que estão “escolhendo” ficar na frente do computador, ai alguns irão falar: “Mas não é mesma coisa, eu interajo com as outras pessoas através da internet!” não, isso não é interagi, você consegue falar, mas interagir não é fazer comentários, publicar frases bonitinhas e tirar fotos dos lugares que você visitou, interagir é estar com essas pessoas, é vivenciar essas situações junto delas! Estão conseguindo entender a onde quero chegar? Bem o nosso amigo Joe, sofreu um acidente na guerra, ficou preso dentro da própria mente, sem contato com o mundo exterior, sem nem conseguir se matar, bem continua confuso? então agora vem o clipe da música One do Metallica, que usou esse filme como inspiração!

Pra quem conseguiu acompa-nhar, no clipe, a idéia do filme se repete, pois a banda toca isolada de costas um para o outro, sem ninguém por perto enquanto são intercaladas cenas do filme, como as memórias do Joe criando essa ideia de ficar isolado de tudo, mesmo estando tão perto das coisas.
A idéia que quero passar é o perigo de se deixar levar pela tecnologia, e esquecer que a vida continua do lado de fora da tela do seu computador e da sua televisão, claro que não sou contra a utilização das mesmas, senão não estaria aqui escrevendo, porém, temos que lembrar que a tecnologia deve ser usada com um auxilio a sua vida e não uma dependência! Tudo em exagero faz mal, inclusive a internet! uma sinopse do livro de contos “O Pássaro Raro” de Jostein Gaarder:
O nosso passado surge diante de nossos olhos, com este invento do homem. Através do Pleroma todo o passado pode ser revisto. A ciência morreu, a história também. O mundo humano foi criando formas de bisbilhotar seu próprio mundo. Agora este pecado virou uma delícia, não há mais cultura, esta é a única cultura, a única história, é o scanner do tempo.
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