De acordo com Einstein, Deus não joga dados.

Albert Einstein, artista desconhecido.

Deus não joga dados com o Universo.”, disse Einstein uma vez.

Se o destino já tem tudo preparado pra nós e a vida for uma jornada pela qual tudo que passamos e passaremos for algo que estivesse escrito, a vida seria uma simples questão de jogar uma moeda para o alto e decidir qualquer coisa baseado no cara ou coroa. Qual roupa vestir, sair ou não sair, estudar ou não, namorar aquela ou aquela outra pessoa, comprar esse ou aquele carro. O destino, teoricamente, faria sua mágica para que a moeda caísse sempre do lado que te levaria ao final já predestinado.

Como disse Einstein, se tudo fosse pré-determinado e orquestrado assim por Deus, então haveria uma forma de prever o que Deus “pensa”, já que estaria tudo desenhado em algum livro oculto do Universo. Bastaria descobrir a fórmula. Não que isso fosse algo simples, mas algo possível.

Na minha opinião, as escolhas existem e alteram os caminhos e possibilidades existentes. Dá pra escolher, dá pra seguir um caminho que te agrade mais, que te faça melhor, que te leve a outro lugar. Explicar tudo na vida com o famoso “se aconteceu é porque deveria ter acontecido mesmo, não dava pra escapar, é melhor aceitar”, pra mim é pouco. É pequeno, e nos limita exatamente onde devemos ser grandes: em nossa essência, de pensar e escolher, não simplesmente seguir. A primeira grande decisão do primeiro Homem (Mulher, de acordo com a Bíblia) foi experimentar, provar. Se isso não fosse algo importante, não teria sido feito, e Deus, dando o livre-arbítrio à sua criação saberia que isso era iminente, e não precisaria ter colocado o fruto do Conhecimento no Jardim. Seria mais prudente.

Ao invés de facilitar as coisas relacionando todo e cada acontecimento à uma escolha Divina, prefiro crer que a liberdade de escolha também nos foi dada, que somos seres extremamente complexos em nossas decisões, e que Deus não necessariamente quer controlar se tomo água ou suco quando acordo.

Parar de tentar entender e decifrar Deus a todo o momento também é forma de aprender e vivenciar a fé, religião, espiritualidade, ou como sintam-se melhor. Apenas lembrem-se que “É necessário sair da ilha para ver a ilha.”, disse Saramago no Conto da Ilha Desconhecida.

“Talvez Deus não queira ser observado. Acho que Ele não gosta de curiosos.”

Foi o que disse Albert Einstein quando viu que não dava pra criar uma “Teoria de Tudo”, que provaria que Deus não é perfeito pelo fato de ter condicionado o Universo ao destino, e sendo esse destino previsível, se tornaria imperfeito.

No fim das contas, se cada um de nós nos cuidássemos de não decidir pelo outro, talvez seria mais legal viver por aqui.


Guilherme Guedes é Analista Internacional, Gerente de Marketing na GreenTi em Santiago no Chile, Sócio do What’s Rel? — o maior site sobre mercado de trabalho em Relações Internacionais do Brasil — com as funções de Empreendedorismo e Web Solutions, pai da Aurora, empreendedor e “aprendedor” constante.