Projeto Honda CB500 Nasty 03

Fotos: Thiago Fernandes

Tudo começou quando veio o desejo de ter minha primeira motocicleta customizada. De todas as motocicletas da atualidade, nunca me identifiquei com nenhuma. Não conseguia olhar para nenhum modelo e pensar “Nossa, essa moto é incrível e tem a minha cara!”. Tanto o é que a única motocicleta que piloto até hoje, e cuido com todo o carinho, é uma Yamaha RD350R 1991. Era a moto com a qual eu sonhava quando era adolescente e, depois de crescido, consegui encontrar uma em ótimo estado. Até hoje é minha relíquia.

Em função deste estranhamento com toda e qualquer moto, decidi que queria construir uma com minha cara, do jeito que achava que deveria ser.

Comecei a pensar em alguns modelos interessantes para trabalhar e acabei me deparando com um projeto bem simples e bonito de uma CB 500 dos anos 90/2000. Não faço ideia de onde é o projeto mas foi nesse momento que encontrei o modelo ideal. A princípio iria fazer um trabalho de preguiçoso e copiar a moto que encontrei como referência e que contava com modificações bem básicas, utilizando partes de outras motos como o banco e rabeta da Ducati Monster, por exemplo. Além disso, em algumas pesquisas pela internet afora, descobri o que já suspeitava, pelo fato de ser uma Honda, a moto era super confiável e pau para toda obra.

A moto inspiração

Veja mais fotos dela aqui

Buscando pela internet, encontrei uma uma CB 500 1998 aparentemente boa no que importava como motor e quadro. De resto, estava um pouco mal cuidada. Mas o preço estava interessante, abaixo da tabela, e, pelo menos naquele momento, não fazia sentido algum ir atrás de uma moto inteira se a intenção era modificar.

Também comecei a procurar peças chave como pedaleiras, espelhos e até o próprio banco e rabeta da Ducati. A ideia era partir para o “faça você mesmo” e economizar ao máximo. Encontrei bons preços do banco e rabeta da Ducati no Ebay, peças usadas em bom estado que tinham pequenos detalhes como um pequeno arranhão e, por isso, muito mais baratas.

No meio do caminho conheci uma oficina que me pareceu ter um bom trabalho e custo benefício. Prevendo que provavelmente iria penar para fazer por conta, levei a moto para os customizadores mas sempre com a ideia de decidir e verificar absolutamente todo e qualquer detalhe bem de perto para que tudo saísse exatamente como eu achava que deveria ser.

O CONCEITO

Cheguei à conclusão que queria fugir totalmente do estilo cafe racer tradicional com aquela coisa toda de emular os modelos de época com muitos cromados, pneus vintage, farol redondo, etc. Definitivamente não queria isso. Queria algo diferente, algo mais conceitual.

Comecei a fazer um exercício de imaginação onde o movimento cafe racer surgiria anos depois, nos anos 90, com o mesmo conceito: deixar a moto leve pra dar uma acelerada utilizando as melhores partes de cada moto. Era algo como “E se estivéssemos agora no ano de 2080, o que seria uma motocicleta retrô?” Voltando 65 anos no passado, chegaríamos a 2015.

Pois bem, a ideia era uma cafe “moderna”, quase uma street fighter com um controle imenso, quase neurótico, sobre o design e os detalhes para não cair na vala comum das street fighters atuais com aquela bunda empinada terrível e todos aqueles milhões de detalhes que deixam a moto parecendo um carro alegórico. Eu queria, acima de tudo, uma moto que chamasse atenção pela harmonia do conjunto e não por um sem número de detalhes gritando “olhe pra mim!”. A palavra de ordem era sobriedade e design limpo.

Junto a essa coisa toda, como sou um nerd fanático por ciência e assuntos relacionados, como astronomia (sou um grande fã de Carl Sagan e Neil deGrasse Tyson), queria dar um tema nessa linha para moto. Então me veio a ideia de fazer uma homenagem ao planeta terra. Não na pegada dos abraçadores de árvores, mas numa pegada de ciência mesmo.

Com isso, os detalhes conceituais vieram à tona. A cor azul é a cor do planeta terra visto do espaço, o número 3 para demonstrar que a terra é o terceiro planeta a partir do sol e o nome Nasty é o nome de um estrela massiva azul descoberta recentemente, assim como o termo, em inglês, é bem interessante para uma moto.

Confesso que queria fazer várias coisas como, por exemplo, homenagear de alguma forma, Yuri Gagarin, o primeiro homem a constatar que a terra vista do espaço era azul, e até pensei em um nome para ela que fizesse referência ao belíssimo texto de Car Sagan, The Pale Blue Dot. Mas convenhamos que pálido ponto azul talvez não seja um bom nome para uma moto. Então acabei ficando com o nome da estrela recém descoberta, Nasty.

Imaginando que estamos no futuro, encontrei o símbolo do planeta terra desenhado pelo designer sueco Oskar Pernefeldt como exercício de imaginação em um mundo interplanetário onde cada planeta teria de ter uma bandeira que o representasse. O projeto é bem legal, tem um conceito bem interessante e o símbolo é super bonito. Estava escolhido o grafismo do símbolo para o tanque. Além destes elementos todos, queria as tradicionais racing stripes no topo da moto.

Corri atrás da tipologia da Nasa dos anos 70, que estampava a fuselagem dos ônibus espaciais, e, com ela, seria escrita a palavra Nasty. Porém, percebi que destoava de todo o conjunto da moto que tinha muitos ângulos retos e pouca coisa arredondada. A tipologia era muito interessante e tinha tudo a ver com o conceito mas, pelo fato de ser arredondada, não combinava com o restante. Acabei descartando a ideia.

A tipologia original pretendida para a inscrição “Nasty”

O grafismo das racing stripes foi testado com fita crepe branca sobre a moto para verificar qual seria a espessura ideal. Depois de chegar a um tamanho que agradasse, desenhei no tamanho natural em um programa vetorial e imprimi em adesivo em uma gráfica rápida para fazer o teste definitivo de tamanho e posição colando sobre a moto. Os adesivos eram só referência e foram descartados já que o grafismo foi feito direto na tinta tendo como referência o arquivo vetorial original.

O teste de espessura das racing stripes com fita crepe

Fiz algumas variações e versões para decidir o que ficaria melhor, como colocar o símbolo do planeta terra e o número 3 em posições diferentes em cada lado da moto. Em uma versão, o grafismo era simétrico. Em outra, os dois lados da moto eram diferentes: de um lado o número 3 no tanque e do outro, o símbolo.

Em uma das variações, em um dos lados do tanque iria o número 3. Também é possível ver a alteração do tanque que foi aberto nas laterais e refeito.

O grafismo em arquivo de vetor

A pesquisa de racing stripes (a escolhida foi a Hanburg)

A adoção do símbolo do planeta terra

Veja mais sobre o projeto do símbolo aqui.

Essa coisa toda de uma moto futurista também me remeteu de alguma forma ao filme Akira e TRON. De TRON veio a decisão de utilizar fita de led no lugar de lanterna e piscas traseiros.

PRIMEIRO ESBOÇO E MUDANÇAS NO MEIO DO CAMINHO

Com a ideia de seguir quase a risca o projeto que havia encontrado na internet utilizando as peças da Ducati (banco e rabeta) comecei a conversar com os customizadores. Analisando o todo, cheguei a conclusão de que rodas raiadas não faziam sentido já que a máxima era fugir de qualquer coisa retrô. Optei pelas rodas originais e uma diferença importante é que não utilizaria um farol redondo e sim um mais moderno, mais especificamente o da Yamaha MT03 (as antigas, monocilíndricas com motor da XT 660). A ideia de utilizar rabeta e banco da Ducati também foi descartada para dar lugar a construção de algo completamente original.

O projeto original sem modificação no subframe, peças de Ducati e rodas raidadas

Os customizadores sugeriram a ótima ideia de embutir o único relógio no tanque e de fazer um escapamento que contornasse o motor por fora e saísse com as ponteiras por baixo da rabeta. Além disso, sugeriram modificar levemente o desenho das laterais do tanque para deixa-la com um ar mais agressivo. Com o escapamento saindo por baixo da rabeta teríamos de colocar a lanterna em outro lugar. Disso veio a ideia de fazer um suporte de placa e lanterna saindo da balança como nas modernas Ducati. De acordo, prosseguimos.

Detalhe da lanterna e piscas integrados em uma única fita de led logo acima da placa

Com o farol em mãos (da MT03, que acho muito bonito) sugeri desenhar a rabeta com os volumes do farol para que parecesse um conjunto e uma continuação da fluidez do desenho da moto.

A rabeta seguindo as linhas do farol

A construção do escapamento

As ponteiras tiveram um acabamento simples inspirado nas MV Augusta F3. No lugar de uma saída cortada reta, foi feito um pequeno corte em ângulo para que, quando a moto fosse vista de lado, fosse possível ver de fato a saída.

As ponteiras já acabadas e cortadas em ângulo

O suporte de placa saindo da balança em duas peças e regulável

O velocímetro escolhido, dado o tema moderno, foi um completamente digital da Koso, com informações de velocidade, combustível e hodômetros em uma única peça. Foi preciso fazer um furo no tanque logo a frente da tampa de combustível e construir uma espécie de copo para acomodar a peça. O chicote sairia por baixo. O único inconveniente é que os botões de controle dos hodômetros ficaram inacessíveis pois estão localizados embaixo da peça. Existe um acessório da própria Koso para resolver isso, um chicote adicional com botões extensíveis na ponta do chicote. Mas, por enquanto, fica como está. Além disso foi preciso usinar uma peça de alumínio para fixar o relógio em cima do tanque.

O marcador de combustível fica apagado pois a CB não possui sensor de nível de combustível. A parte mais bacana é que, quando a moto está desligada, o relógio fica completamente negro. Quando ligada, os leds azuis combinam perfeitamente com a cor da moto, também azul. A propósito, escolher a cor foi fácil. Um belo dia, na padaria, na geladeira, lá estava uma latinha de Pepsi. Não deu outra, era o azul metálico perfeito para a motocicleta.

O painel embutido funcionando mas ainda sem a peça de fixação de alumínio feita especialmente para tal. Note apenas os quatro furos de fixação.

Encontrar um lugar para a bateria foi um desafio. Colocar escondida dentro da rabeta, prática comum, não era uma opção já que embaixo dela estava a marmita do escapamento. No vão do quadro onde, na moto original, ficavam bateria e a imensa caixa do filtro de ar as coisas ficaram um pouco apertadas já que ali estava a curva de escapamento subindo em direção ao banco.

A solução foi levá-la lá para baixo, mais especificamente embaixo da balança onde havia muito espaço.

PEÇAS

Antes de começar a montar a moto, escolhi algumas peças a dedo. Queria que as peças fossem os detalhes interessantes. Disso veio o relógio digital, semi-guidões, estribos em alumínio, amortecedores novos com reservatório de gás separados, espelhos, novas manoplas, lanterna e piscas de led traseiros e novos piscas dianteiros, assim como novos manetes mais modernos.

Da esquerda para a direita: novos manetes reguláveis completos (Mercado Livre), Amortecedores RFY (Alixpress), retrovisores (Ebay), estribos completos (Alixpress), Velocímetro Koso (Ebay), farol Yamaha MT03 (Ebay) e semiguidões Bullet (Mercado Livre). Além deles também foram compradas novas manoplas, novos piscas dianteiros de led e faixa de led traseira com lanterna e piscas integrados.

A maioria das peças veio do e-bay. Tudo foi categoricamente taxado e tributado. Nada escapou. Mas, mesmo assim, ainda saiu mais barato do que comprar por aqui.

Além das peças chave para caracterizar a moto, descobri, ao longo do caminho, que a moto original tinha muitas coisas em mau estado e que precisavam ser trocadas para deixar tudo perfeito. Nesse equívoco de pagar mais barato por uma moto em um estado não tão bom de conservação foi preciso correr atrás de uma nova relação (pinhão, coroa e corrente), novo radiador, nova roda traseira (a roda não era original, era maior e de uma CBR600F com pneu 180), novo burrinho do freio traseiro, mangueiras de fluído de freio, nova balança (que estava com pontos de ferrugem embaixo), tampa da embreagem e outras peças menores.

Algumas peças não foram fáceis de encontrar. Apesar da motocicleta ser uma Honda e não ser exatamente assim tão velha precisei bater perna para encontrar peças usadas em bom estado já que algumas coisas novas foram praticamente impossíveis de encontrar. No caso de algumas coisas, liguei em mais de 40 lojas pelo Brasil inteiro e só tinha a resposta de que algumas peças nem a fábrica tinha mais.

OS PROBLEMAS

O primeiro problema que surgiu foi em relação a oficina de customização. Percebi que o trabalho avançava muito, muito lentamente. Basicamente a moto permanecia parada por duas ou três semanas e ganhava uns dois ou três dias de trabalho nela. E novamente ficava mais duas ou três semanas parada. Os prazos prometidos desde o início jamais foram cumpridos assim como os novos prazos que iam surgindo ao longo do caminho. Não houve um acerto sequer. Todos furados. O controle sobre o que estava pago ou não era caótico. Se eu não mantivesse uma planilha muito bem organizada, teria pago serviços duplicados.

Os problemas com a oficina foram tantos que, em dado momento, resolvi tirar a moto de lá e levar para outra oficina terminar.

Depois de tentar entender o que acontecia, resolvi dar uma chance e deixei a motocicleta por lá mesmo. Mas o péssimo gerenciamento de projeto, completa falta de feedback e comunicação, péssima logística e tudo o mais que se pode imaginar, continuou. Até peças retiradas da moto original que intentava vender foram extraviadas. Foi com a mais absoluta certeza a pior experiência com um fornecedor de serviços que já tive na vida.

Peguei um bode imenso com as tais oficinais de customização. De qualquer maneira, não foi, em momento algum, má fé da oficina. O que percebi foi uma total e completa falta de organização e preparo para oferecer o tipo de serviço. Entramos em um acordo conjunto sobre o restante do pagamento e pendências e a oficina foi honestíssima e muito íntegra admitindo todos os erros que cometeram e entendendo que haviam me prejudicado com cliente e aceitando os termos que levei a eles na retirada da moto.

No total foram 14 meses de projeto, vendidos como 4.

No meio do caminho algumas coisas deram problema. Cabeçote e sedes de válvula e roda traseira (que não era original). Coisas que eram impossíveis identificar apenas sentindo e olhando a moto. Daí veio uma grande lição. Compre uma moto em bom estado geral mesmo que for modifica-la completamente. No final das contas, o valor que gastei para ir atrás de peças originais que não estavam em bom estado assim como outros serviços relativos a isso foi o mesmo que teria pago se tivesse comprado a mesma moto em melhor estado.

No meio do projeto percebi que com a retirada do painel, fiquei sem luzes espia e temperatura da água. Para isso resolvi embutir leds na mesa superior como luzes espia e adaptei um relógio externo de temperatura na lateral da moto. O relógio dágua é automotivo, para ser usado internamente. Foi preciso fazer um trabalho de selá-lo para usar externamente na moto.

Relógio de temperatura da água e detalhe do novo manete regulável

Mesa de alumínio com leds como luzes espia

Com a moto pronta, logo na primeira volta veio o primeiro problema. O para lama interno da roda traseira, cuja função era evitar que o pneu jogasse detritos pra todos os lados e direto nos filtros de ar esportivos, estava muito próximo da corrente. Na primeira arrancada mais forte e com o jogo lateral da corrente, ele foi atingido pela mesma e foi praticamente arrancado da balança (onde estava fixado). Nessa brincadeira, o chicote elétrico que ia lá para trás pela balança, para piscas, lanterna e luzes de placa, foi cortado.

Lição aprendida. O para lama foi refeito mais estreito para ficar longe do jogo da corrente e a fiação foi passada por dentro da balança para, em momento algum, ser atingido por algo.

Além disso, uma falha na solda do fechamento do tanque fez com que gás do combustível escapasse e a pintura ganhou uma bolha. Foi preciso lixar localmente, refazer a solda e repintar o tanque.

Depois da moto estar, teoricamente, pronta, outro problema apareceu: superaquecimento. Até então eram apenas voltas no quarteirão pra testar a moto enquanto estava nos detalhes finais, ainda na primeira oficina.

Quando comecei a realmente andar com a moto percebi que o ponteiro da temperatura subia muito rápido. Era impossível andar mais de 2 quilômetros com a moto sem que o motor ficasse prestes a ferver. Encontrei um bom mecânico indicado por amigos e levei até ele (o sexto profissional envolvido) e lá ele constatou que as braçadeiras da maioria das mangueiras de refrigeração haviam sido apertadas demais e, com isso, muitas acabaram cortadas ocasionando constante vazamento dágua. Além disso, o bocal de abastecimento embaixo do tanque, uma peça de plástico, estava trincado e a água vazava por ali também. Tive dificuldade em encontrar a peça até que encontrei em um ferro velho no estado de Santa Catarina. Mangueiras trocadas, bocal trocado e troca da cebolinha do radiador fez com que o problema sumisse. Pelas minhas contas, foram mais três meses de oficina em oficina resolvendo problemas até a moto ficar 100% o que deu um tempo total de quase um ano e meio até conseguir de fato andar com a motocicleta.

O retrabalho no tanque em função de um microfuro

Para fechar com chave de ouro, ou melhor, de prata, ganhei um belíssimo presente. Um chaveiro em prata pra a chave da Nasty com o símbolo gravado. : )

DICAS

Depois de pronta, aprendi lições valiosas.

A primeira é a de procurar uma oficina de comprovada experiência e transparente nos serviços, prazos e valores (sim, eu sei, isso é quase impossível, mas não custa tentar).

A segunda foi a de que pegar uma moto em estado não tão bom não vale a pena. Vai dar mais trabalho e consumir mais tempo.

A terceira, e que, felizmente, fiz desde o começo, é de que é mandatório acompanhar todo o processo para que a moto saia exatamente do jeito que você quer. Não deixe os customizadores darem um passo sem ser consultado. A ausência do cliente durante o projeto pode resultar em algo que não era o que você imaginou e pode custar inclusive seu rico dinheirinho.

DETALHES DA CONSTRUÇÃO

As saídas do escapamento ainda sem o corte em ângulo, inspirados na MV Augusta F3

Tanque ainda original e construção do subframe

Sai a caixa de filtro de ar e entra o par de filtros esportivos

A rabeta esconde a “marmita” do escapamento.

O kit de pintura pronto. Detalhe para o para lama dianteiro em preto e não em azul, para dar a impressão de ausência de para lama.

O quadro já pronto e recebendo as peças

A base do banco, preta, esconde toda a parte elétrica embaixo dela. Posteriormente, a parte da frente da rabeta recebeu uma pequena almofada relembrando as esportivas dos anos 80 e 90.

O corte lateral visível no tanque.

A moto já sem todos os plásticos recém chegada a oficina.

A primeira depenada para levar a oficina. O motor original era prata. Tudo foi pintado de preto, inclusive as rodas.

Novas pedaleiras já instaladas, universais, que exigiram algumas adaptações para a fixação do reservatório de óleo de freio e mecanismo de troca de marchas.

O primeiro e derradeiro corte.

O novo subframe, reto.

A rabeta com a pintura e grafismo definitivo.

Molde em papel para as peças em chapa. Note o corte lateral no tanque.

Pneu gigante não original 180. Foi trocado por um 160.

O tanque com o novo formato lateral e pintura definitiva.

Testes de grafismo com adesivos impressos.

O antes e depois

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