“Fear, fear’s a powerful thing (…)”

Push it!

“Quero escrever, mas há quem queira ler?”

Minha insegurança se esconde atrás de uma personalidade explosiva e extremamente falante, acho que é uma espécie de escudo. Quem me conhece a mais de três anos sabe o quanto já me dediquei a escrever. Nas poesias de rascunho as postagens no NMQR, foram muitas as mudanças. Mas fui redefinindo minhas prioridades e deixei a escrita de lado, e depois de todo esse tempo, vejo que sinto uma puta falta de escrever mil linhas por dia, mas agora o foco deve ser outro. Nesse período, desenvolvi um medo infernal da opinião alheia, deixo de participar de discussões e conversas com as pessoas pelo simples medo de contrariar a maioria e sofrer ondas de rage. Mas depois de todo esse tempo quieto (ok, com alguns palpites no Twitter), finalmente tive o empurrão necessário pra acordar e tacar o famoso foda-se pra opinião alheia (você deveria fazer o mesmo), chegou a hora de voltar. Vou escrever sem critérios pré-estabelecidos, sem cronogramas e sem amarras. Sobre o tema que eu quiser, quando quiser e da forma mais natural possível. Preciso fazer acontecer, é tempo de realização pessoal, e por menos que um blog signifique pra você, abrir minha opinião ao mundo é um pequeno grande feito pra pessoas como eu.

Sempre achei foda gente que expõe sua opinião de peito aberto e arrisca tudo em prol de algo em que acredita, pessoas assim me inspiram bastante, mas além desse pensamento, a gota d’água pra que eu deixasse de largar meus textos nos drafts daqui foi “All In A Day’s Work”, música do álbum Compton, de Dr. Dre. Sua introdução é um recorte do discurso feito por Jimmy Iovine (Co-fundador da Beats by Dre) na Universidade do Sul da Califórnia, em maio de 2013:

Fear, fear’s a powerful thing. I mean it’s got a lot of firepower. If you can figure out a way to wrestle that fear to push you from behind rather than to stand in front of you, that’s very powerful. I always felt that I had to work harder than the next guy, just to do as well as the next guy. And to do better than the next guy, I had to just, kill. And you know, to a certain extent, that’s still with me in how I work, you know, I just… go in.
A sombra da dúvida me persegue desde sempre

Não só a introdução de discurso, mas toda a música se tornou um mantra frequente pra mim. Pode parecer pouco pra me motivar dessa maneira, mas essas palavras tocaram na ferida e me deixaram pensando cada dia mais. Porquê logo eu, que tenho tanto medo dos julgamentos, pensamentos, sentimentos… será que posso mesmo usar tudo isso ao meu favor? Venho tentando acreditar que sim.

O objetivo disso tudo é transmitir algo legal e interessante a quem estiver disposto a ler enquanto escrevo artigos tentando me libertar desse apego à opinião alheia, e o Medium é o lugar perfeito pra isso. Uma página em branco onde exponho minhas opiniões de forma organizada e clara, se quiser ler, seja bem vindo, e se não quiser será bem vindo também. Existem duas frases de caras que admiro bastante, que me abastecem de certa motivação e entusiasmo quando preciso:

“Never stop fighting no matter what anyone says. If it’s in your gut, your soul, there’s nothing, no worldly possession that should come between you and your expression.” — Kanye West
“Identity is a prison you can never escape, but the way to redeem your past is not to run from it, but to try to understand it, and use it as a foundation to grow. — Jay Z

Eu poderia citar mil frases inspiradoras de Larry Page à Rakim, mas acho que já deu pra entender onde quero chegar. Continuo sim me importando com a opinião alheia, afinal, coisas do tipo não mudam fácil assim, mas tenho trabalhado (e muito) pra melhorar essa falha. O medo tem muita força, e tenho feito de tudo pra que esse poder todo seja usado ao meu favor, pois minha ambição é grande.

Logo, cá estou escrevendo sobre como uma música (na real esse álbum todo é inspirador pra caralho) me fez tirar do papel a simples ideia de deixar minhas opiniões públicas sobre tudo que eu estiver afim de escrever, afinal, como diz o querido Rodrigo Luglio, “sou um cara de muitas opiniões”.

Se quer escrever, escreva!
Críticas construtivas sempre são bem vindas =)