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EDITORES CEHA • Um canal do Centro de Estudos Hannah Arendt — São Paulo (CEHA) • //hannaharendt.org.br

Ludmyla Franca-Lipke e Renan Teles (CEHA)

O diário “Unser Kind”, escrito majoritariamente por Martha Arendt, que integra o livro “À travers le mur: un conte et trois paraboles”, descreve os primeiros passos da vida de sua filha Hannah Arendt, do nascimento até os 12 anos de idade. Dos registros de Martha e Paul Arendt obtemos pistas que ajudam a biografar os anos iniciais da pensadora: “(…) nenhum dom artístico, tampouco habilidades manuais, mas sem dúvida uma precocidade intelectual. Sobretudo um interesse ardente por letras e livros”[1] ou, ainda, uma “sensibilidade extraordinária”[2] são descrições maternas que nos apresentam um retrato da…


Cláudia Perrone-Moisés e Ludmyla Franca-Lipke

Hannah Arendt

Existem vários conceitos arendtianos que são indispensáveis para entender o perigo que o governo Bolsonaro representa para a população brasileira. Embora não se enquadre como um líder totalitário nos moldes de Hitler, nem seja um burocrata como Eichmann, que só se preocupava em executar bem suas tarefas mesmo que essas tivessem como conseqüência a morte de milhares de pessoas, Bolsonaro incorpora muitos dos elementos que Arendt detectou como fazendo parte dos regimes totalitários.

Um dos elementos centrais do totalitarismo é que ele decorre e se realiza através do movimento: suas ações não buscam realizar objetivos…


por Cláudia Perrone-Moisés

Existem autores cuja biografia pode não ter muita importância para o entendimento de sua obra. No caso de Hannah Arendt, podemos dizer que é o oposto. O conhecimento de sua vida tem importância fundamental para se aceder a seu pensamento: centrado que é nos acontecimentos que ela presenciou, na sua experiência de judia alemã refugiada do nazismo e nas observações que pôde fazer da sociedade norte americana, na qual viveu a maior parte de sua vida.

Neste sentido, Julia Kristeva denomina gênios, no seu estudo dedicado ao gênio feminino (Hannah Arendt, Melanie Klein, Colette) aqueles que nos…


por Cláudia Perrone-Moisés e Ludmyla Franca-Lipke

Hannah Arendt

Hannah Arendt foi de encontro à tradição da filosofia ao mostrar a importância da opinião nos assuntos humanos. Uma vez que, para ela, a opinião faz parte da política: “A antiga e aparentemente obsoleta questão da verdade versus opinião vale a pena ser reaberta”. (Verdade e Política, p. 283). Para Arendt, é a opinião que sustenta o poder e não a verdade: “A persuasão não vem da verdade, mas da opinião” (Verdade e Política, p.320). Para Arendt, a discussão das opiniões é a condição para que uma realidade possa se manifestar aos homens, gerando, assim, um “mundo comum”. O espaço…


Por Gustavo Racy, para o Centro de Estudos Hannah Arendt

Assim como acontece com qualquer personalidade de destaque, também no que diz respeito aos pensadores é comum que nos voltemos aos relatos e registros biográficos. Às vezes o fazemos na tentativa de entender e coadunar melhor a obra com a vida que a produziu, por outras, buscamos suas biografias simplesmente pelo prazer, para entrarmos em contato com outros tempos, em busca do componente real, humano, daqueles a quem conhecemos por meio de pensamentos e teorias. Não raro, o fazemos porque subjaz em nós um pingo de idolatria, uma satisfação pessoal em nos identificarmos com aqueles que nos apaixonaram através de…


por Cláudia Perrone-Moisés

Hannah Arendt foi uma pensadora que viveu em tempos de trevas. Durante a 2ª Guerra Mundial foi perseguida (por ser judia na Alemanha e alemã na França), presa, internada em campo de concentração, refugiada e, quando chegou aos EUA, se tornou apátrida e desempregada, isto é, duas condições extremamente difíceis. Mas ela nunca se deixou abater. Ao contrário, usou a sua experiência viva para refletir acerca dos maiores desafios do século XX, produzindo uma das obras mais importantes desse século, o que já seria suficiente para consagrá-la, mas, foi além: alcançou a imortalidade, no sentido da tradição grega que ela…


por Ludmyla Franca-Lipke

Hoje publicamos no canal do Centro de Estudos Hannah Arendt o vídeo da entrevista completa de Hannah Arendt a Günter Gaus, pela primeira vez com legendas em Língua Portuguesa. Transmitida em 1964 pelo canal alemão ZDF, parte da entrevista foi traduzida para o inglês e publicada na coletânea “Essays in Understanding”, sob o título “What remains: the language remains”. No Brasil, a editora Companhia das Letras publicou a coletânea sob o título “Compreender” e traduziu a entrevista da versão em inglês para o português.

Arendt, na entrevista a Gaus, proferindo uma de suas sentenças mais famosas

Trata-se de um registro valioso de Arendt, onde ela fala de sua vida e sobre sua…


Prof. Celso Lafer

Celso Lafer is Professor of Philosophy of Law at the University of São Paulo Brazil. He studied with Hannah Arendt during the 1960’s at Cornell University, from where he received both Masters and later PhD degrees in Political Science. He has a Habilitation in Public International Law from the University of São Paulo. He worked for the administrations of Fernando Collor de Mello as Foreign Minister and for Fernando Henrique Cardoso as Foreign Minister and Commerce Minister. Since 2006 he is a member of the BrazilianAcademy of Letters, occupying the chair that belonged to Miguel Reale. In 2006 he was…

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