ATITUDES — Realizar

“Não sabendo que era impossível, foi lá e fez!”

No início de 2015 já estava desanimado com o rumo da minha vida profissional e comecei a procurar novos caminhos. Estudava muito sobre startups, marketing digital e design thinking. Quando na minha plataforma preferida, o podcast, deparei-me com uma jóia rara. Escutei a palestra da Heidi Roizen no Stanford ETL (mais que indicado para empreendedores).

Fiquei encantado com seus conceitos sobre empreendedorismo e sua própria jornada. Resolvi investigar essa senhora e descobri que ela mesma fora fundadora de uma startup no Vale do Silício, comandou-a por 15 anos foi VP na Apple e hoje além de professora em Stanford era VC na DFJ, umas das principais firmas de Venture Capital do Vale! Olhando para esta trajetória pensei “tb quero” mas como? Quer saber vou beber da fonte, vou criar coragem e FAZER! Fazer o que? O que melhor do que aprender com a própria pessoa que já viveu esse caminho?

Procurei-a no LinkedIn, seu perfil era aberto e pedi uma conexão que foi aceita. Opa existe uma chance! Já que deu certo o primeiro passo por que não continuar fazendo? Mandei uma mensagem com o título Mentorship e falei mais ou menos o seguinte “Olá escutei sua palestra no ETL fiquei encantado com sua trajetória e procuro algo parecido para mim, poderia ser minha mentora?” Oras o pior que poderia acontecer era não receber nenhuma resposta! E passado alguns dias comecei a acreditar que este seria o resultado, até que apereceu aquele 1 vermelho chato em cima do app do LinkedIn no meu iPhone, quando entrei pra tirar aquela marca que odeio advinhem? Replyyy p0h@…tava lá eu, mero funcionário de uma empresa automobilística recebendo a resposta de uma das principais investidoras do Vale do Silício epicentro do empreendedorismo mundial!! A resposta era tipo assim: “olá Harold fico feliz em ser uma inspiração, infelizmente estou atolada e não tenho tempo para sessões 1 a 1 mas fique a vontade para entrar em contato quando quiser e tentarei respondê-lo, de qualquer maneira acompanhe meu blog”. Continuamos ainda a trocar figurinhas pois tive a coragem e não sabendo que era impossível entrar em contato com um dos principais VCs do mundo, fui lá e fiz!

Mais recentemente após uma demissão e pensando o que fazer da vida recebi uma proposta de uma colega que também havia “sido deixada” do emprego. Em um momento de revolta ela falou “cara vamos criar uma consultoria e mudar o rumo dessas empresas!” Naquele fim de semana pensei em várias ideias e pilares, escrevi um pitch, iniciei a construção de uma palestra de inovação etc. Logo mais nos encontraríamos e conceberíamos nossas propostas de valor, lógica de monetização e os valores que considerávamos importantes. Em menos de um mês e sem nem ter terminado o próprio planejamento nem criado um MVP já tínhamos 4 clientes éramos sócios de uma startup e minha sócia foi morar fora para trabalhar diretamente com um dos clientes (internacional no caso) em uma parceria com a Endeavor! Não sabendo que era impossível empreender no Brasil em tempos de crise, fomos lá e fizemos!

Quer um conselho? Vai lá e faz!

Agradecimento e inspiração Perestroika e o livro VLEF.

PS: este é o primeiro texto de uma série que estarei postando sobre as atitudes que guiam os “hackers” da empresa mencionada no final do texto, Metanoia Hacking!