O que aconteceria se ficássemos de olho nos políticos?

Ou “temos que cobrá-los sempre, e não só quando convém”.

Desde a semana passada vejo muita gente que votou na Dilma nas eleições de 2014 dizer “não votei no Temer, isso é golpe!”

Não vou entrar na discussão da legitimidade (ou não) de todo o processo que precedeu essa bagunça, isso eu deixo pra cientistas políticos e comentadores de notícias do Facebook mais qualificados. Mas vejam bem, no momento em que você esmerilha o número do seu candidato / partido, em especial presidente, governadores e prefeitos, o rosto de seus vices SEMPRE aparece ali embaixo na tela. Em qualquer situação, não apenas de Impeachment, é ele/a quem vai assumir o lugar do primeiro. Em viagens para trabalho, férias, doenças, morte, etc.

Em vista desse fato, questiono: como seria se ao invés de dizer “eu não votei nesse vice que assumiu ai!”, desde o começo você tivesse fiscalizado e cobrado seu partido / candidato escolhido quanto à suas alianças profanas? Como seria o trabalho dos deputados que nunca ninguém sequer ouviu falar e foi eleito na garupa do partido mas que aparecem pra dar showzinho de hipocrisia em votações pontuais na frente das câmeras? Aquele senador que nunca termina um mandato, governadores que roubam merenda, que levam Estados à falência ou dinastias de famílias que regem regiões por gerações e gerações; por aí vai.

Se votamos em certos candidatos é para que eles trabalhem por e para nós, não para fazerem seus pactos com os diversos Mefistófeles que estão espalhados por aí. E já passou da hora deles entenderem isso. Se eles são o que são, é graças a nós, pois os políticos nada mais são do que o reflexo da SOCIEDADE que os elege.

Segue abaixo algumas fotos que ilustram bem o termo “aliança profana”, principalmente para mostrar que, como diria minha avó “não tem nenhuma meretriz imaculada nessa história” (traduzido de uma linguagem mais “coloquial”):

Conseguem imaginar como seria legal se pudéssemos evitar esse tipo de coisa?

Bem, nós podemos. Mas infelizmente não o fazemos. Por quê? Essa é a grande pergunta…

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