Foto retirada do Facebook de Rafael Diedrich

Você odeia aquilo que o outro te reflete

Ou “porque Bolsonaro e Jean Wyllys na verdade se amam”


Durante um dos seus ensaios, o psiquiatra alemão Fritz Perls certa vez disse:

“Se você odeia algo que existe
 Isso é você, embora seja triste.
 Pois você é eu e eu sou você
 Você odeia em si mesmo
 Aquilo que você despreza.
 Você odeia a si mesmo
 E pensa que odeia a mim.
 Projeções são a pior coisa.
 Acabam com você, o deixam cego
 Transformam montinhos em montanhas
 Para justificar seu preconceito.
 Recupere os sentidos. Veja claro.
 Observe aquilo que é real,
 E não aquilo que você pensa.”

Com os últimos acontecimentos da política nacional, entre tantos ocorridos, aquele no que diz respeito aos eternos nêmesis Jair Bolsonaro e Jean Wyllys ganhou um pouco mais de notoriedade.

O que parece que poucos entenderam ainda é que Bolsonaro e Wyllys não são tão diferentes. Eles não são os dois lados da mesma moeda, mas simr representam o mesmo lado de moedas diferentes.

Bolsonaro saúda o Cel. Brilhante Lustra, torturador da Ditadura. Jean Willys venera Che Guevara.

Jean Wyllys joga para sua torcida nas redes sociais e angaria “militantes” fanáticos, que o defendem e colocam acima de qualquer suspeitas. Bolsonaro faz exatamente o mesmo.

É extremamente comum de se ver Bolsonaro tripudiando e tirando sarro de seus “opositores” ou de pessoas que não seguem sua ideologia, independente dos argumentos. Wyllys também.

Nem Bolsonaro nem Wyllys foram investigados ou em algum momento acusados de corrupção. Entre tantos discursos, ambos dizem lutar contra a corrupção (mesmo ambos tendo aliados, digamos “controversos”, mas enfim).

Wyllys sonha com a utopia marxista, que ao redor do mundo recolheu fracassos retumbantes ao ser implantada, gerando apenas ditaduras totalitárias que pouco avançaram além de estagnação. Bolsonaro sonha com a volta do “Regime Militar”, que, bom, a história brasileira mostra bem quantas mortes, viôlencia e quanto atraso rendeu ao nosso país.

Se vocês acham que vale a pena não apenas defender, mas também cortar relações com pessoas próximas por conta de defesas/ataques aos dois citados (ou por causa de qualquer outra pauta que penda para o extremismo), vão em frente. Vocês só estão arranjando um par para essa dança.

E tudo porque enxergam tantas semelhanças no outro que não são capazes de suportar. No dia que perceberem isso, não será surpresa vê-los se beijando. Afinal, o quantidade de ódio destilada costuma ser inversamente proporcional ao amor guardado.

E quando se trata de amor guardado de um pelo outro, ah, esses dois não me enganam.


Texto livremente baseado no post de Rafael Diedrich que você pode conferir aqui.