Outsider

As vezes, eu paro para pensar se sou mesmo humana. Em alguns momentos, já cheguei a considerar realmente se não era um alien ou uma espécie de ser mitológico que, na verdade, é real. Isso tudo porque eu simplesmente não me encaixo.

A sociedade de hoje impõe diversas coisas, as quais carinhosamente (ou não) chamamos de rotina. O problema é que eu detesto a rotina. Detesto o pensamento de ir para a escola todos os dias durante cerca de 12 anos da vida, depois passar mais uma média de 5 na faculdade, e sabem-se lá quantos trabalhando, para depois poder aproveitar 2 ou 3 de aposentadoria, sentada numa cadeira de balanço e tomando cinco comprimidos diferentes.

Eu não gosto do modo como as pessoas dependem dessas coisas para se dizerem completas, da forma como elas vêem sempre uma necessidade de estarem dentro de um grupo para se sentirem bem. As vezes, ser nada é tudo que se precisa ser. E eu sou o nada; eu sou o vazio, o silêncio, a falta, eu sou aquilo que nunca esteve lá. Porque eu simplesmente não preciso ser algo.

E com relação ao futuro e a rotina, bom, Kurt Cobain fala por mim:

Dumb, Nirvana. Uma música que vem me definindo cada vez mais.
Show your support

Clapping shows how much you appreciated Nômade’s story.