Mais 5 contos mínimos


Correu da polícia, caiu, levantou, andou nu. Encontrou-se numa poça d’água, tinha rosto de cão. Latiu pra polícia, correu da polícia, caiu.


A pulga no colchão faz coçar a bunda uma, três vezes. Abre a porta pois não há janela e grita feliz, tendo o contato mais intenso do ano.


Separação devia ser como gemas nas claras em neves, misturadas após se apartarem. Mas não, C. permanece lá e eu aqui faço rabanada sozinho.


– Cê é doido?

— Nam, tu sim.

— Cê vai morrer!

— Sim, vamo tudo!

— Então, cê é doido.

— Por caso de quê?

— Cê cego e doido, sai daqui doido!


Filho de Oxalá, das duas vezes que agiu sem pensar, era Iansã por trás.

| coautoria Angícia Mourão |


Continuação do meu projeto de mini/microconto no Twitter. Para saber mais, consultem meu Twitter. Para saber mais sobre o projeto, consultar aqui.

E, aí, é fissurado em ministórias que nem eu? Deixa aí a tua opinião!

P.S: Estou pensando seriamente em depois do projeto, continuar a escrever mais alguns contos e publicar um livro exclusivo de minicontos. Minha companheira, Thay Petit, que está acompanhando minha loucura diariamente, sugeriu que eu fizesse alguma edição do autor, de pequena tiragem mesmo. Não sei se faço isso ou busco uma editora (é um “gênero” delicado)… Ah, foi ela também que me ajudou no microconto das claras em neves, e viu minha fascinação e obsessão pelo conceito das claras em neves (e das gemas misturadas nas claras em neves).

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