À Margem

Para quê controlar minhas vidas
Se tenho a capacidade de viver
Sob teto quebrado
Sob olhos vidrados
Em pupilas dilatadas
Entre paredes com ouvidos
Ritmada por choros e gemidos
Acenando aos amigos
Através de escolhas cálidas
Equilibrada no meio fio
Visando contigo
O vértice e o vertigo
Sempre à margem
Da recompensa ou do castigo?