TV EM MUTE

Alister
Alister
Aug 8, 2017 · 2 min read

Meses passados foram encurtados ao ponto de duas semanas… ou menos. O contraste de minhas escolhas pode ser de uma ousadia questionável ou de simplesmente sorte. Estive estudando a ideia sobre “virar a chave” e faz certo sentido. Não é nada sobre a chave que abre portas ou as fecha, nem sobre permitir ou inibir. É sobre mudança de estado, eletricidade, começar algo, sentir a máquina funcionar, ver o que acontece — ver se acontece. Esse estágio no qual tenho transitado, me faz esquecer muita coisa, igual na canção de Leonard Cohen.

Minha Marianne é o meu eu arcaico. Um espelho que não reflete imagem alguma. Por mais irônico que possa ser, isso é claro suficiente para mim — apesar de que sempre tive a sensação de ser mal compreendido. Quanto mais literal eu quero ser, mais subliminar eu fico. Em tão poucos dias, jamais pensei que veria tanto. Ganhei outras marcas sobre a pele. Virei a chave sem perceber. Não planejei nada e não há continuidade no que existe agora. Apenas espero que essa fatia de alegria compartilhada não se vá.

A emoção positiva e a negativa parecem ser a mesma, travestida. A parte incrível é que nunca se sabe o que vai ser, mas a dualidade das coisas é magnetismo para a alma. O incerto, os dois lados da moeda, a confiança nas palavras que pode ser quebrada, o risco, a sorte… a partida. Não é necessariamente pensar no “bom” ou no “ruim”. Me soa mais como as coisas que nós não temos controle e me parece que a gente não tem controle de absolutamente nada.

De fato, os estágios em que a gente se move realmente são únicos e cada um tem seu papel nessa incansável vicissitude. Olhando pelo retrovisor, consigo entender como cheguei aqui: precisava de outra paisagem.

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Pedaços aleatórios de qualquer percepção.