Stranger Things

A Netflix tem se destacado por caprichar na produção de suas séries e provavelmente foi isso que deu tanto impulso a Stranger Things, que tomou de supetão uma parte da Internet ao reunir elementos que agradam pré-adolescentes, adolescentes e adultos. Assim, fez-se um ótimo programa para reunir a família em volta da TV, como comumente ocorria na época em que se passa a trama.

Ambientada no agora longínquo ano de 1983, a trama reúne diversos elementos que construíram clássicos da “Sessão da Tarde”. Cheia de clichês para despertar a nostalgia dos mais velhos e aventura e suspense para deixar a curiosidade dos mais novos aguçada. Podem ser identificadas influências de clássicos como Os Goonies, ET, Os Heróis Não Têm Idade, Te Pego Lá Fora, Carrie, sendo bem destacada a presença de Stephen King. Felizmente, mesmo comportando esses vários elementos, a trama conseguiu se manter coesa, trabalhando núcleos diferentes e bem interligando-os no clímax.

Justamente por ser abrangente, os elementos de suspense (e terror) não são fortes, mas suficientes para deixar o espectador interessado. Procura não se perder em explicações minuciosas dos fatos, o que tornaria a narrativa cansativa. Os esclarecimentos vêm em forma de curtos flashbacks, que cobrem e elucidam partes da estória, deixando a missão de ligar todos os fios para quem a assiste.

A série não conta com um grande elenco, tendo seu maior nome na reaparição de Winona Ryder, muito bem no papel da mãe histérica que perde seu filho. Não só por parte dela, mas há certa histeria nos diálogos, com muitos berros, em especial com as crianças, o que cansa um pouco.

Winona Ryder como Joyce Byers

Apesar de ser montada em clichês, a série escolheu um final não convencional - sem contos de fadas -, o que foi muito positivo.

Falta saber se a segunda temporada continuará a trama ou se trará outros acontecimentos, como fez True Detective.