Apps Pessoa a Pessoa

Os termos Economia Pessoa a Pessoa e Apps Pessoa a Pessoa (Aplicativos Pessoa a Pessoa) foram cunhados por um jornalista suíço chamado Tom Lyons depois de me entrevistar em Zug, na Suíça, no chamado Vale Crypto. Depois de ouvir as minhas explicações sobre a Internet de Pessoas, Tom rapidamente chegou à conclusão de que se Ethereum habilita as chamadas Apps de Distribuição através dos chamados Contratos Inteligentes (SmartContracts), então a Internet das Pessoas habilita a Economia Pessoa a Pessoa por via das Apps Pessoa a Pessoa. Então, vamos definir esta questão das Apps Pessoa a Pessoa:

Um aplicativo Pessoa a Pessoa é um aplicativo que:

Funciona em dispositivos de usuário final: Pense em smartphones. Isso contrasta com uma execução na nuvem ou numa rede descentralizada.

O seu armazenamento de dados principal encontra-se em dispositivos de usuário final: O aplicativo só armazena informações fora do seu dispositivo quando é estritamente necessário fazê-lo. Por exemplo, se o aplicativo permite que outras pessoas o encontrem, ele precisará de armazenar algumas informações, como seu alias e a sua imagem de perfil, num serviço de descoberta descentralizado. Além dessas exceções, todos os seus dados são armazenados no seu próprio dispositivo.

Comunica entre outras AppsPessoa a Pessoa através de uma conexão direta dispositivo-a-dispositivo: É importante observar aqui que para as conexões diretas serem seguras, elas devem ser adquiridos apenas com a ajuda de serviços descentralizados, e não empresas.

Não utiliza qualquer serviço centralizado prestado pelas empresas: Os serviços centralizados são substituídos por serviços equivalentes descentralizados. Pagamentos, Contratos Inteligentes, Reputação, Descoberta, Proximidade são todos os serviços descentralizados fornecidos peloblockchain habilitado por redes peer-to-peer que as Apps Pessoa a Pessoa podem consumir.

Uma App Pessoa a Pessoa híbrida usa ou depende de alguma forma de entidades centralizadas que ainda podem ser desintermediadas. Algumas entidades, como fabricantes de smartphones, não podem ser facilmente desintermediadashoje em dia.

As Apps Pessoa a Pessoa são projetadas para interagir entre si. Existem dois tipos de interação possíveis:

Interações Homogéneas: Neste cenário, uma App Pessoa a Pessoa interage com uma instância de si mesma executada num dispositivo remoto. Um exemplo desta situação é Carteira de Bitcoins Pessoa a Pessoa. Digamos que esta carteira está a ser executada no meu smartphone no seu smartphone. É a mesma aplicação e, assim que o telefone estiver diretamente ligado ao seu telefone, a minha instância pode comunicar de forma segura com a sua instância e trocar endereços bitcoin para poder ser utilizado mais tarde, assim que decidir enviar-lhe algumas bitcoins. As próprias bitcoins não são enviadas por essa conexão direta. A minha carteira consome os serviços da rede descentralizada bitcoin, e para enviar bitcoins ele envia uma transação bitcoin para esta rede.

Interações Heterogéneas: são interações em que a App Pessoa a Pessoa interage com uma App Pessoa a Pessoa diferente. Um bom exemplo desta situação é a chamada App Passageiro de Táxique pode comunicar diretamente com uma App Condutor de Táxi executada num dispositivo remoto. Novamente nesta situação, o passageiro de táxi precisa de consumir serviços descentralizados para poder encontrar os taxistas e adquirir uma conexão direta entre eles (passageiro e taxista). Mas uma vez conectado, ele pode solicitar uma cotação diretamente sobre a conexão direta, aceitá-la ou rejeitá-la e manter essa comunicação aberta durante o percursono caso de serem necessárias mais interações.

O ambiente de execução para um par de Apps Pessoa a Pessoa que interagem entre si são dois dispositivos de usuário final diretamente conectados através da Internet através de uma conexão TCP / IP. A configuração mínima de duas Apps Pessoa a Pessoa mais dois dispositivos de usuário final é o que chamamos de Middlemen Free Environment (Ambiente Livre de Intermediários).

O Ambiente Livre de Intermediários (Middlemen Free Environment MFE)

Este é o fim da estrada em termos de desintermediação. É uma configuração onde não mais intermediários podem ser removidos. Se removermos o seu smartphone ou o meu smartphone, não haverá mais interação eletrónica entre nós. Se removermos a sua App Pessoa a Pessoa ou a minha App Pessoa a Pessoa, estamos na mesma situação. Chegámos ao final da estrada, a configuração mínima onde não mais intermediários podem ser removidos. Uma vez chegados a este estado, todo o valor do negócio entre duas partes permanece dentro destas duas partes.

Quando tomamos um caso de uso de negócios e o implementamosnum MFE, somos capazes de interromper o mesmo caso de uso de negócios nas curvas disruptivas anteriores. As Apps Pessoa a Pessoa interrompemas Apps Distribuídas executadas em redes descentralizadas, uma vez que as Apps Pessoa a Pessoa não requerem combustível (moeda criptográficas de ContratosInteligentes — SmartContracts) para as executar porque as duas partes envolvidas possuem os dispositivos onde esses aplicativos estão a ser executados. Os Contratos Inteligentes baseados em Apps Distribuídas rompem fazem a ruturadas plataformas centralizadas, que por sua vez, rompem as empresas tradicionais. Eu escrevi alguns exemplos detalhados destes temasnumpost.

Será que as Apps Pessoa a Pessoa já existem hoje?

Não, elas ainda não existem. A infraestrutura necessária para que um aplicativo móvel regular alcance o status de uma Aplicação Pessoa a Pessoa ainda não foi criada. As Apps Pessoa a Pessoa necessitam de consumir vários serviços descentralizados. Alguns deles já existem, como os pagamentos com Bitcoin ou os SmartContrats com Ethereum, armazenamento descentralizado entre outros. Alguns outros serviços descentralizados faltam ainda, e nós estamos a construí-los agora. Estes serviços em falta incluem a descoberta descentralizada de pessoas, a aquisição descentralizada de dispositivo-a-dispositivo, serviços de proximidade descentralizados, serviços de reputação de pessoas descentralizadas entre outros. Todos esses novos serviços são o que chamamos de Internet de Pessoas e estamos a meio caminho de tê-los prontos. Assim que estiverem disponíveis, os aplicativos para dispositivos móveis podem ser adaptados para se tornarem em Aplicativos Pessoa a Pessoa e, em seguida, o mundo mudará.

Artigo Original: https://medium.com/@luisfernandomolina/person-to-person-apps-c04c82d40ced#.vqbex2kyg