Uma transa, uma ponta

Era um comum final de tarde, no qual ninguém mais aguentava olhar para a tela do computador. E ainda por cima era verão.
- Vamos tomar uma ceva? — meu colega de trabalho atiçou.
Aquilo soou como música nos meus ouvidos.
A possibilidade de tomar uma gelada, com conversa descontraída, e o melhor, sem o papo tedioso do escritório. Mandei mensagem para mais dois amigos e fechamos um grupo.

Em direção ao pub, era peceptível a minha sede. Umidecia com a língua cada extremidade dos meus lábios secos.
Em um desses gestos peguei o Victor olhando para mim.
- O que foi? — perguntei sem entender. Ele apenas balançou a cabeça com um sorriso de timidez e respondeu: “Nada, nada…”

No bus, a Mariana puxou alguma conversa sobre como estava insatisfeita com as exigências do seu chefe no trabalho. Eu apenas fiz um olhar de quem concordava, mas no fundo tava pensando nas torneiras de ceva que me esperavam.

- Convidei um amigo. Tá de boa pra vocês? — perguntou a Mari.
- Claaaaro! — falei animada — É gatinho?
- É sim e to pegando — me cortou de cara.
Nos sentamos à mesa e já fui pedindo minha ceva.
O lugar tinha sinuca. Eu como péssima jogadora, mas ótima em arrumar atividades para me distrair propus uma partida.
A Mari estava mais focada em seu encontro. E isso me lembrou que já fazia um tempo que ninguém me comia.
- Baaaah! — pensei em voz alta. Os olhos curiosos do Victor e Adriano me fitaram. Apenas dei com os ombros e disse: “Esquece. Pensei alto. Vamos jogar!”
Entre muito papo e algumas cervejas, a conversa acabou em sexo. Pra mim, melhor do que falar desse assunto era fazer.

Entre algumas experiências devassadas sobre aquela mesa e alguns olhares de julgamento, dei um intervalo no papo para ir ao banheiro.

- Caraca! — olhei incrédula para minha calcinha molhada. Achava meio escroto ficar com tesão depois de uma mera conversa sobre fodas.

Saí do banheiro e no caminho dei de cara com o Victor. Ele continuava com aquele olhar estranho.
- Você tá flertando comigo ou só intrigado pela conversa da mesa? — fui bem direta e sem rodeios.
- Hahahahaha — ele soltou uma gargalhada sem vergonha e gostosa — Eu estou intrigado mesmo. Na real desde o dia que te vi chegar no escritório. E sim, talvez eu esteja te paquerando um pouco. Tu é muito linda, guria!
Eu apenas sorri
- Posso te fazer uma pergunta, Isa?
- Claro ! — respondi — Mas não dou garantia que você terá a resposta que espera.
Ele chegou bem perto e falou no meu ouvido — Já transou chapada?
Me afastei um pouco, mas com certa curiosidade pra ver onde isso daria — Nunca, mas na real queria experimentar. O lance de ficar chapada, no caso — respondi.
Ele sorriu animado — Tenho um beck em casa. Quer ir lá?
Pensei por 1 minuto. Nunca tinha o Victor dessa maneira. Ele era simpático, mas nada demais na aparência. Mais velho e maduro do que os caras que eu era acostumada a ficar. Porém ele tinha algo que me chamava a atenção. Aquela cara de safado. Era de matar! Pensei comigo: “É guria, você sabe onde isso vai dar.”
- Vamos!
Demos uma desculpa qualquer para a galera, que já estava bem animada com a bebedeira, e seguimos para a casa dele.
Enquanto esperávamos o Uber, o Victor passou a mão nos meus cabelos afastando do meu pescoço. Senti um arrepio e uma umidade já conhecida em minha calcinha.
Chegando no prédio, Victor pediu para que fôssemos pelas escadas. Eu subi na frente e ele apenas me acompanhava com o olhar.
Parei no terceiro andar, o fitei com os olhos e o beijei ali mesmo. Levantei a saia e ele incrédulo perguntou — Aqui?.
Peguei a mão dele e deslizei para dentro da minha calcinha.
- Caralho! — ele exclamou — Tu tá toda molhada.
Ele se abaixou e começou a beijar o interior das minhas coxas e por fim lambeu aquele molhado da minha bucetinha.
Continuamos subindo e ele me arrastou para o seu apartamento. Abriu uma gaveta aleatória e sacou uma camisinha.
- Espera — pedi a ele — Vamos fumar o beck antes?
Ele sorriu — Justo. Vamos sim!
Ele me deu uma miniaula de como bolar um (não é como se eu precisasse lembrar, já que não pretendia fumar outras vezes)
Acendeu e me deu para a primeira tragada.
- Não sei como fazer — disse um pouco envergonhada por nunca ter fumado.
Ele muito paciente explicou e depois só fiz o que ele mandou.
Tossi muito. Nossa, parece que não ia acabar nunca aquela sensação sufocante. Não gostei muito de fumar, pra ser bem sincera. Mas depois de uns 10 minutos eu me senti leve e totalmente relaxada. Mas com o nervosismo de parecer patética para ele.
O Victor estava de pau duro na minha frente. Me sentei nele e comecei a cavalgar.
A sensação de prazer misturada com aquela viagem era sensacional. Por um momento me senti saindo do meu corpo gozado e molhado de suor.
O Victor apenas curtia me ver gozando tanto. “Parece que abri a torneira do prazer nesse corpinho” — se gabava.
Logo em seguida ele revirou os olhos, tremeu e gozou.
- Tu não imaginas o prazer que sinto ao ver um cara gozar assim, com entrega total — falei pra ele.
- Então a gente vai se dar muito bem, porque eu adoro gozar.
- Justíssimo, Dr. Victor.

*****

Isadora França
Bióloga e metida a contadora de história em mesas de bar e agora aqui no blog.
Não se deixe enganar pelo conteúdo que parece ser tão fiel à realidade. Só gosto de escrever sobre putaria mesmo. Tudo ficção, galere.

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