Isabeli Alcantara
Jul 25, 2017 · 2 min read

. Um quase tudo, um quase nada.

Você já me conhece tão bem, e é por isso que você vem, fica um pouco e já vai embora com alguma desculpa esfarrapada. Eu finjo que acredito. A gente fica um tempo sem se falar.

A gente já se conhece há mais tempo do que eu me lembro, e nossa história que não tem fim (nem começo) tá rolando desde que sua boca encontrou a minha boca. Depois disso eu namorei outros, você namorou outras. Eu achei que alguém era o cara da minha vida e você nunca pensou que alguém fosse te fazer feliz sempre, porque você é assim. Ficamos meses sem nos falar, e sem nos ver também. Mas você, como de costume, apareceu para averiguar se uma parte de mim ainda te queria.

E não é que eu te quis? Eu acho que até te gosto. Gosto mesmo. Você sabe disso. Jamais namoraríamos mas nos damos bem. Você é o único cara que eu consigo conversar sobre tudo, tudo mesmo. Você me conhece bem demais. E depois de todo esse tempo sua mão ainda sabe por onde percorrer.

Você é aquele que nunca foi nada, mas poderia ter sido muito. Você é meu quase, e por isso eu quase te gosto, e eu quase fico.

Mas daí você sai pela porta da frente, com seu jeito tão seu de ser e eu só penso que você é muito seu e eu sou muito minha. A gente é muito nosso pra virarmos nós.

A gente sempre vai ser um quase.

Quase tudo.

Quase nada.

Quase sempre!

    Isabeli Alcantara

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    Tem meia hora que eu estou tentando me definir em 160 caracteres e falhando miseravelmente, tô sem tempo pra isso. Melhor focar nos textões mesmo

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