Semi-deuses e semi-bruxas

Faz 12 dias que não durmo plenamente. Doze dias. XII dias. Quase duas semanas. O cansaço e o sono nascem por volta de 22:00h e pelas 2:00h surgem o medo e a ansiedade. “Por que, Isis?” Simples. Porque um filme me fez acreditar que sou especial.

No dia 28 de março de 2016, três dias após completar vinte anos, fui com um amigo assistir A Bruxa ( The Witch ou The VVITCH). Odeio filmes de terror porque não suporto tomar sustos e, sejamos honestos, é somente isso que as últimas obras lançadas nesse estilo têm a oferecer. Além desse fator, existe outro que parece ser imutável já que é algo que faz parte de mim: eu sou absurdamente medrosa. “Ora, Isis, se és tão medrosa e detestas tanto filmes de terror, pra quê assisti-los?”. Bem, eu sou uma pessoa que possui um interesse por cinema e vi muitas boas críticas do filme. E meu amigo pagou.

“Um filme não, um demônio”

Então fomos eu e meu amigo ao cinema para assistirmos o filme. Passei por alguns momentos de medo durante a sessão, mas nenhum susto. Achei uma ótima história, gostei das atuações e até soltei alguns elogios para a fotografia do filme (o espírito de entendedora me acompanha sempre). No entanto, nada disso evitou o que ocorreria naquela noite do dia 28 de março de 2016, ou, como gosto de chamar, o “dia em que a Isis passou a acreditar que o Diabo (com D maiúsculo) está em seu quarto pronto para oferecer um pacto”.

Toda santa (ou não) madrugada eu acordo por volta de 2:00h e só consigo voltar a dormir quando o sol nasce (a luz para mim funciona como proteção para todos os males). E tudo isso porque eu acredito piamente que tenho potencial pra me tornar uma bruxa e comer criancinhas. Eu creio que toda vez que acordo de madrugada porque minha bexiga é fraca e preciso alivia-la, Mr. D me oferecerá um contrato pra “sentir o sabor da manteiga”. E toda noite eu descubro que não fiz o requisito e fui eliminada. Basicamente minhas noites de sono têm sido como as entrevistas de estágio em que eu sou negada, mas com um retorno mais rápido.

Nesse momento, surge a incrível questão: será que eu sou tão egocêntrica ao ponto de acreditar que de bilhões de mulheres no mundo, o Diabo me escolheu pra ser uma bruxa? Ou eu simplesmente sou uma pessoa normal com autoestima baixa que acredita em qualquer coisa, desde bruxas até “eu te amo, Isis”? Fica ai o questionamento. E também a recomendação para assistir o filme (caso você não seja como eu que me assusto com o vento batendo na cortina, é claro), que, apesar do pesares, é bem satisfatório no quesito terror (terror de verdade, não Atividade Paranormal).

E lá vou eu para mais uma tentativa (falha) hoje, dia 8 de abril de 2016, de dormir plenamente. E seja o que Deus (ou Black Phillip) quiser.

Irra!
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