OPINIÃO: OCUPAÇÕES ESTUDANTIS

O termo primavera secundarista é uma analogia ao movimento ocorrido no oriente médio, principalmente nos países árabes, com início em 2011, nomeado de primavera árabe. O movimento de 2011 lutava contra ditaduras vigentes, estabelecidas desde o fim da Guerra Fria; e fortaleceu-se com a participação ostensiva das redes sociais.

O movimento assistido no Brasil é muito semelhante. As decisões de habitar escolas e suspender atividades foi se espalhando pelo país. O papel das redes ajudam na divulgação dos atos e na busca por colaboração.

A vida de milhares de estudantes brasileios foram modificadas em função de um processo de resistência contra medidas governamentais. Mais de mil escolas estão ocupadas por estudantes do ensino médio, o processo eleitoral em diversas cidades foi ameaçado e o exame nacional do ensino médio (ENEM) corre o risco de não ser realizado ou sofrer modificações importantes. Apesar dos pontos abordados o governo se recusa a sentar-se com os movimentos estudantis e negociar medidas que encontre uma conciliação.

Tendo em vista a ilegitimidade do atual governo e os inúmeros questionamentos, seria essencial atender as demandas sociais para amenizar a crise política por qual passamos. Também não podemos negar que estamos diante de uma ferrenha crise econômica, a qual precisa ser resolvida urgentemente. Apesar de existir diversas formas de recuperar a economia do país, os governantes se recusam a mexer nos privilégios das elites e preferem tirar dos mais desfavorecidos. O potêncial econômico brasileiro é altissímo e dentro de 20 anos cresceremos muito. Entretanto, os políticos buscam aprovar medidas que diminuam os repasses para segmentos fundamentais da sociedade.

Enfim, uns usam a palavra “invasão” para definir o processo de OCUPAÇÃO das escolas, e esses, provavelmente e na sua maioria, fazem parte das elites que buscam manter suas regalias. As minorias que também fazem o uso da palavra “invasão” são uns ou outros que insistem em reproduzir o discurso conservador que agrada o povo sem instrução política e sem senso crítico apurado.


Não é seu semestre que está ameaçado, são 20 anos de educação.
One clap, two clap, three clap, forty?

By clapping more or less, you can signal to us which stories really stand out.