Não foi você, mas com você. É isso que acontece quando terminamos um relacionamento: sentimos falta, não da pessoa com a qual nos relacionávamos, mas dos sentimentos bons que ela nos proporcionava. E o coração, teimoso do jeito que é, insiste em nos fazer chorar por algo que facilmente viveríamos sem. O que me faz falta hoje não é você, querido. Não me entenda mal. O que me faz falta hoje é o amor, porque sem ele não sou ninguém. Você foi apenas um intermediador desse sentimento tão sublime e que evoluiu meu modo de pensar e de encarar a vida. E eu, humildemente, te agradeço por isso. Te agradeço porque você me deu, enquanto pôde, o amor que me poderia fazer acordar às 5h com um sorriso no rosto; o amor que me faria pensar em ti em tudo que faço. Você saiu da minha vida de uma forma errada, e esse adeus que eu dei para nós, assim como todas as outras despedidas, me deixou marcas, mas me proporcionou o que eu precisava para entender que, finalmente, a vida já havia começado e tudo isso valeu a pena.

Por isso eu não te odeio. Eu posso, hoje, ter mil e um motivos para te odiar, mas existiu um que anulou todos os outros: eu não amei você. Eu amei amar você.

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