Absolutamente tudo

Basicamente nada

Foto: Simone Bramante/ Reprodução Instagram

Algumas pessoas que conheço ainda vivem no vício da reclamação, algumas vezes chego a pensar que parece incurável, parece já não haver mais jeito para tamanha obstrução pessoal, e na maioria das vezes são pessoas que poderiam ser absolutamente tudo o que quisessem, mas não fazem absolutamente nada para chegar até esse ponto. O motivo? Estão sempre ocupados demais na rotina quase religiosa das dúvidas, indagações e incertezas, acompanhadas das sugestões negativas, ou para os mais íntimos: reclamações.

Cada um de nós começa a vida da mesma forma, nascemos com basicamente nada de ordem material, somos apenas nós e nós mesmos. É a partir daí que começam as primeiras descobertas, as primeiras manifestações de ego e materialismo, e por que não consumismo. Enfim, é a partir do nosso crescimento lento e gradual que nos é oferecida a oportunidade de escolher como encarar a vida: reclamar de tudo, porque nada nos foi dado de mão beijada, ou correr atrás de cada objetivo insistentemente?

Cabe a cada um de nós, fazer da sua própria vida uma história digna de ser lida por cada personagem que a compõe.

Funciona como a brincadeira do copo meio cheio ou meio vazio. Apesar de cada pessoa ter uma percepção acerca do mundo a sua volta, ele continua aí, envolvendo cada um de nós nas suas histórias intrigantes, com vários finais, inclusive os felizes. Isso não corresponde a dizer que você deve sempre olhar o copo (leia-se vida) como se estivesse sempre cheio, isso seria falta de conexão com a realidade e o contrário também é valido. Mas é necessário, sobretudo, saber identificar o copo cheio e as suas oportunidades, porque elas passam rápido demais para se perder tempo com reclamações.

Da próxima vez que se vir sem absolutamente nada, seja você mesmo capaz de reconhecer que do nada podem surgir ótimas ideias e soluções. Todos nós temos pequenas conquistas que nos fazem maiores, apesar dos pesares.