Bolhas de sabão

Imagem: Simone Bramante/ Reprodução Instagram

Ah as bolhas de sabão!

Quem nunca brincou de fazer bolhas de sabão na infância ou mesmo na fase adulta não sabe o que é capturar detergente sem que a mãe veja. Só quem já praticou essa modalidade de entretenimento infantil sabe o valor dessas pequenas bolhas.

Elas são, ou pelo menos eram, capazes de entreter por horas, sem que a infância fosse prejudicada, a inocência continuava no ar, ainda que algumas bolhas tomassem rumos distintos, ou mesmo não se desenvolvessem tão bem como o que fora esperado.

Fato é que aos sete anos de idade, depois de adquirir esse pequeno brinquedo analógico (em terras de Pokémon Go isso é raridade), nada mais fazia tanto sentido quanto brincar de fazer bolhas de sabão no quintal de casa, não tinha momento certo, todos os momentos eram perfeitos para a lúdica brincadeira. Tudo parecia fluir muito bem, se não fosse o triste fim que as tais bolhas tomavam.

Infelizmente, aquelas obras-primas formadas por muita água, sabão e esforço se dissipavam rapidamente no ar, enquanto a vontade de brincar era cada vez maior, as bolhas de sabão não resistiam por muito tempo, da mesma forma que a vida. Me arrisco a dizer que a vida é uma bela bolha de sabão, daquelas que levam tempo pra fazer, mas que quando prontas, recompensam todo o trabalho.

Acho que é isso e nada mais, bolhas de sabão definem as nossas rotinas, nossas felicidades e nossos momentos de crescimento, geralmente os mais dolorosos. Porque a vida passa rápido demais, dura o mesmo tempo que uma bolha de sabão demora para estourar e assim como as bolhas, nem sempre as coisas saem como a gente planejou, mas basta recomeçar, tentar mais quatro ou cinco vezes que talvez as coisas funcionem melhor.

Talvez a sua bolha de sabão não esteja da forma que você pretendia que estivesse, mas ao invés de abandoná-la e deixar o vento levá-la, experimente mudar o seu formato, a marca do detergente usado, teste as melhores condições meteorológicas, mas de forma alguma, sob nenhuma hipótese deixe a bolha se perder no ar.

E se as coisas não derem certo, pelo menos você já não será mais o mesmo, mas será bem melhor do que era no início.

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